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11 dicas essenciais para não ser ignorado em e-mails e mensagens do Whatsapp

Com base nas regras da escrita afetiva é possível incentivar o interlocutor a responder as suas mensagens. É o que garante a escritora Trish Hall, autora do livro “Escrevendo para persuadir”

Não importa o público, escreva de forma simples e clara. Demora mais, mas vale a pena. Foto: Bigstock

Hoje em dia, todo mundo é escritor. Espalhamos as palavras pelo universo por meio de torpedos, e-mails, posts do Facebook e por aí vai. Até quem detesta escrever tem de fazê-lo, afinal precisa responder àquela mensagem do marido, mandar uma nota de pêsames para o chefe e ir além do “oi” se quiser se dar bem no Tinder.

Em média, o norte-americano adulto está escrevendo trinta vezes por dia, o dobro de 2011. Não faz muito tempo, essas pessoas teriam dado um telefonema; agora, ninguém mais faz isso, exceto o pessoal de telemarketing, para acordar os outros no meio da noite. No Facebook, mais de 500 mil comentários são postados a cada minuto.

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São muitas palavras – e, no entanto, raramente convincentes ou interessantes.

É possível, porém, escrever persuasivamente no dia a dia, seja para pôr ordem na casa, chamar a atenção ou até para convencer alguém a ficar do seu lado.

Durante o período de pesquisa que fiz para um livro sobre a maneira como as pessoas mudam de ideia e o que as faz dizer “sim” em vez de “não”, fiquei incomodada ao perceber que sabia muito menos a respeito da questão do que pensava. Achava que os quase cinco anos em que trabalhei como editora da coluna de opinião do “The New York Times” tinham me ensinado o que dá certo e o que não dá – e ensinaram mesmo, mas nem sempre eu sabia por quê.

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O fato é que o que eu sabia intuitivamente a respeito da escrita efetiva se baseia em verdades psicológicas profundas, e sua compreensão oferece táticas que podem ser exploradas em interações pessoais e escritas.

Uma dica: vá direto ao ponto. As pessoas são ocupadas, não querem que você fique divagando. Foto: Visualhunt.

Algumas dessas regras podem ser usadas tanto por escrito como pessoalmente – e, enquanto não banirmos a comunicação escrita de vez, vamos ter de continuar praticando, ou seja, você pode até ver todos os torpedos que manda serem respondidos.

1 – Diga a verdade

Essa é complicada porque os fatos não importam tanto como instrumento de persuasão. Pesquisas feitas décadas atrás, e reconfirmadas inúmeras vezes, mostram que as pessoas preferem a informação que tem a ver com o que acreditam, e evitam os fatos que vão contra seus conceitos. No geral, você não pode depender dos acontecimentos para defender seu ponto de vista – mais importante, de longe, é a emoção. Por outro lado, as pessoas ficam bravas se você as leva a crer em algo que não é verdade. Se você usar uma história como argumento, que ela seja convincente, pois, do contrário, na mesma hora você perderá o leitor. Dizer a verdade vale para as interações pessoais também.

2 – Na mensagem

Não: Metrô parado! Até daqui a pouco!

Sim: 15 minutos atrasado. Mil desculpas. O primeiro drinque é por minha conta.

Por quê: A precisão conta, e muito. Se mentir repetidas vezes, mesmo que for por coisa pequena, ninguém mais vai confiar em você. Se culpar o metrô ou o trânsito, significa que não saiu na hora em que deveria. Dê uma previsão de tempo realista e apresente uma oferta de paz.

3 – Seja rápido

A maioria das comunicações do dia a dia é longa e incoerente. Vá direto ao ponto. As pessoas são ocupadas, não querem que você fique divagando.

4 – Na paquera

Não: Estou à procura de um homem que goste de se divertir e que acompanhe meu ritmo: sou esquiadora experiente, participo de triatlos, falo cinco idiomas, sou voluntária em uma casa de repouso e, no fim de semana, gosto de preparar refeições de cinco pratos. Por favor seja interessante pela manhã, engajado ao máximo com sua vida profissional, e divertido e descontraído à noite, sempre disposto a ver a peça mais recente, conferir o mais novo restaurante, a inauguração da galeria mais nova.

Sim: Gosto de ler romances até as três da manhã, fazer maratona de série nos fins de semana e andar à toa pela cidade. É, eu sei. Empolgante!

Por quê: Sincero, direto e sucinto.

5 – Não tenha medo de pedir/convidar

A maioria, em geral, subestima o valor de um pedido sincero e direto. As pesquisas mostram que até os estranhos são mais solícitos do que imaginamos. Não se desculpe, seja direto. Se pedir e ouvir um não, pelo menos você não perdeu nada. As pessoas detestam pedir ajuda por causa do medo da rejeição, porque são ansiosas e se sentem constrangidas, mas o ser humano, em geral, nasceu para ajudar. Não é difícil entender essa psicologia; basta pensar em si mesmo. Quando alguém o convida para uma festa ou pede uma carona, você provavelmente fará um esforço para atender, mesmo que não esteja lá muito disposto.

6 – Um convite

Não: “Olá, pessoal, trabalho com um grupo que concede bolsas de estudo para jovens carentes e espero que alguns de vocês possam comparecer à cerimônia na próxima segunda. Por favor, me avisem se puderem ir.”

Sim: “Cara Trish, trabalho com um grupo que concede bolsas de estudo a jovens carentes e gostaria que você comparecesse à cerimônia na próxima segunda. Várias pessoas que você conhece, inclusive John e Jim, estarão lá. Posso deixar seu nome na porta? Será às 18h no Historical Society Building.”

Por quê: É um convite pessoal, ou seja, você tem de responder. Se não o fizer, há todo um peso social.

7 – Saiba quem é seu público – ou seja, preste atenção.

Quer impressionar/cativar alguém? Faça perguntas e preste atenção nas respostas. Nós nos deixamos convencer por aqueles que deixam bem claro que nos entendem, que se identificam com nossas preocupações. Busque oportunidades de se relacionar. Se você for simpático e der a impressão de que me compreende, é bem provável que eu reaja de forma positiva. Pense nisso toda vez que for escrever, seja para uma pessoa ou 50. O que seu público quer ouvir?

8 – Uma carta de condolências

Não: “Caro Fulano, sinto muito pela perda de seu pai. É uma situação muito difícil. Estou pensando em você.”

Sim: “Caro Fulano, sinto muito pela perda de seu pai. Eu me lembro da ocasião em que vocês vieram à minha casa no Dia de Ação de Graças e nós dois comentamos como seria se ele namorasse minha mãe. Ele era gentil e charmoso, como você, e fico feliz de ter tido a chance de conhecê-lo. Estou pensando em você.”

Por quê: Sempre use um tom pessoal para mostrar que conhece seu público e sabe o que o fará se identificar e se sentir grato pela mensagem. Pense no que a pessoa gostaria de ouvir.

9 – Esqueça o jargão

Se estiver conversando com alguém do seu ramo, teoricamente você pode até usar expressões tipo “otimizar oportunidades” e “maximizar estratégias de custo-benefício”, mas isso não faz com que pareça mais inteligente. De fato, faz só com que pareça um robô – ou mesmo pior. Até Alexa usa uma linguagem menos formal.

10 – Escrevendo para alguém que acabou de entrevistá-lo

Não: Obrigado pela oportunidade da entrevista de hoje. Tenho certeza de que tenho muito a oferecer à sua organização, especialmente otimizando seu relacionamento com a mídia, empregando as capacidades múltiplas que desenvolvi ao longo dos anos. Fico aguardando suas considerações.

Sim: Obrigado pela oportunidade da entrevista de hoje. Já tenho algumas ideias para ajudar a empresa a conquistar a atenção da mídia sem a necessidade de contratar mais pessoal – vocês podem explorar melhor o stories do Instagram, por exemplo. Terei o maior prazer de enviar detalhes se for de seu interesse. Fico aguardando suas considerações.

Por quê: Mostrar-se grato, sim; com jargão, não.

11 – Não importa o público, escreva de forma simples e clara. Demora mais, mas vale a pena. O que você quer não é uma justificava longa – só uma resposta, de preferência afirmativa.

  • Trish Hall é autora do livro ainda inédito “Writing to Persuade: How to Bring People Over to Your Side” (Escrevendo para Persuadir: Como Levar as pessoas para o seu lado, em tradução livre) , e ex-editora da coluna de opinião do “The New York Times”.)

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