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Grupo BDNT. 
Alunas: Fernanda, Maísa, Vanessa, Julia S, Bianca, Jade, Karin, Ivin, Andressa, Júlia B, Elis. Foto: Janis Lima.
Grupo BDNT. Alunas: Fernanda, Maísa, Vanessa, Julia S, Bianca, Jade, Karin, Ivin, Andressa, Júlia B, Elis. Foto: Janis Lima. | Foto:

No BDNT, grupo só para mulheres, quem dança seus males espanta. Criado pela coreografa e estudante de psicologia Jade Quoi, 22 anos, o projeto é muito mais do que aulas semanais de dança. É uma terapia em grupo. Lá a competitividade comum em academias fica de fora. São trabalhados conceitos de aceitação para melhorar a autoestima e o amor próprio e ainda se aprende a lidar com frustrações por meio da dança e da ajuda mútua.

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Jade estudou dança a vida toda. Quando morou em Barcelona, ela se deparou com um cenário que a bailarina Nina ‎(Natalie Portman) viveu no longa Cisne Negro: competitividade. Quando voltou, a jovem começou a dançar numa casa noturna da cidade, a Paradis, onde percebeu diferentes comportamentos femininos. Foi aí que decidiu fazer uma aula diferente de tudo o que tinha passado e que estimulasse o empoderamento feminino. Lá, técnicas de jazz, hip-hop, sapateado, ballet e danças africanas se misturam em coreografias que não precisam ser exatamente copiadas. “Eu quero que cada mulher desenvolva o seu próprio jeito e estilo. O importante é que ela se sinta à vontade”, diz.

Dinâmica Aulão Samambaia. Foto: Sarah Rolim.
Dinâmica Aulão Samambaia. Foto: Sarah Rolim. | Sarah Rolim

Discussões

Além disso, a sala de aula vira uma conversa em roda uma vez por mês. “Discutimos questões importantes de nossas vidas, apoiamos umas as outras e percebemos que o mesmo problema que eu tenho outras meninas também tem. Criamos empatia”, explica. O resultado? Mulheres muito mais seguras e confiantes. “As mudanças são perceptíveis. Algumas perdem a timidez, criam coragem para desenvolver novos projetos e se sentem acolhidas. É uma questão individual”, comenta.

Aulão Samambaia. Foto: Sarah Rolim.
Aulão Samambaia. Foto: Sarah Rolim.| Sarah Rolim

Foi assim com Andressa Lopes, 25 anos. A microempreendedora descobriu o BDNT por meio de um grupo de discussão feminina no Facebook e se interessou. Aluna de Jade desde o começo, no primeiro semestre de 2015, ela sente que muita coisa mudou na vida dela desde então. “As aulas me mostraram como descobrir meu corpo e me expressar muito melhor”, comenta. Precisar encarar o espelho enquanto dança também permitiu que Andressa se sentisse mais bonita. “É um processo, você enxerga mulheres diferentes, conhece novas experiências, sente que têm pessoas que se importam com você. É maravilhoso”, diz.

Alongamento. Foto: Divulgação.
Alongamento. Foto: Divulgação.

A estudante Maísa Barbosa, 20 anos, que faz aulas há seis meses, também reconhece inúmeras mudanças positivas na sua personalidade. “Agora eu considero muito mais o que eu penso para tomar decisões, sou muito mais confiante”, fala. A jovem também aprendeu a se questionar sobre coisas que não fazem bem a ela e já acha mais confortável se olhar no espelho. “Essa é uma luta constante, vi que as meninas tinham corpos diferentes e parei de pensar em padrões”, comenta.

Maísa acredita que as aulas são boas para mulheres de todas as idades, independentemente se ela tem 20 ou 40 anos. “A dança valoriza a cada estilo, considera o limite individual de cada mulher. Faz com que ela se descubra melhor”, comenta.

Mais de 300 mulheres já passaram pelo projeto, que tem aulas aos sábados e domingos, pelo valor de R$ 65 o mês. São abertas vagas apenas uma vez por mês e as inscrições podem ser feitas no Facebook.

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