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Comportamento

Ainda é preciso ser alta e magra para ser modelo? Ex-agente de Gisele Bündchen responde

Booker Monica Monteiro estará em Curitiba para palestra com modelos novatos nesta semana e conta o que mudou no mercado da moda desde Gisele

  • PorTalita Boros Voitch
  • 27/07/2017 05:00
Ainda é preciso ser alta e magra para ser modelo? Ex-agente de Gisele Bündchen responde
| Foto: REUTERS

Vida de modelo não é fácil. Há muito suor, filas, testes e “nãos” antes de alcançar a desejada carreira internacional. E passar por tudo isso, como todos bem sabem, não é garantia de chegar ao topo. A booker Monica Monteiro conhece bem esse mundo. Responsável por agenciar a übermodel Gisele Bundchen no início da carreira profissional até meados de 2006, Monica é franca ao dizer o que mudou e o que continua igual no mercado da moda. Afinal, hoje o que precisa para ser modelo?

“Ainda tem que ser alta e super magra. Não tem jeito. O rosto não precisa ter aquela beleza tão perfeita, mas sim diferente. O mundo da moda sempre quis e ainda quer descobrir um rosto diferente”, afirma. Monica revela que essa exigência “vem de cima”. “A sociedade ainda não entende o mundo da moda. Os grandes estilistas exigem meninas mais magras, mas hoje estou numa fase que só pego quem for natural. Modelo que come o que quiser e mesmo assim fica com as pernas ‘gambitas’. É muito triste quem não tem corpo de fashion [corpo de modelo de passarela] e precisa forçar para conseguir”, diz.

Já para as meninas que buscam espaço em campanhas comerciais, a demanda é outra, diz Monica. Segundo ela, antes as marcas procuravam aquelas belezas perfeitas, “estilo Ana Paula Arósio”, mas agora o cenário mudou. “Não precisa mais ter olho azul, mas sim uma pele boa. Pode ser mais do tipo brasileira. Inclusive esse perfil mais latino, que antigamente era proibido nos Estados Unidos, agora é o mais pedido”, diz. Monica afirma que essa mudança reflete diretamente aquilo que as consumidoras desejam: identificação.

Monica Monteiro: corpo natural e bom comportamento da internet são essenciais para uma modelo hoje em dia.
Monica Monteiro: corpo natural e bom comportamento da internet são essenciais para uma modelo hoje em dia.

 

Esse clamor pela identificação de mulheres comuns com os comerciais e também o crescimento de novo mercados, como a China, levaram os grandes players da moda a reverem conceitos. “Hoje tem muitas orientais em campanhas, coisa que antigamente não acontecia”, diz a booker, que estará nesta semana em Curitiba para uma palestra com modelos iniciantes, a partir de 13 anos, na Forum Model.

Com a internet, a relação da modelo profissional com o mundo também é outra. Monica conta que muitas marcas procuram profissionais que já são populares e têm muitos seguidores em redes sociais como o Instagram. “Hoje a modelo top tem que ter um Instagram bem feito, com muitos seguidores e sem foto de balada, de bebida. As tops tem todo um cuidado com isso. E o cliente pede. Como você vai investir milhões em uma imagem sem saber se aquela imagem condiz com o seu produto? Não dá”, sentencia.

Trabalho infantil não

Gisele começou a modelar com 13 anos. Aos 14, se mudou sozinha para São Paulo e passou a integrar o casting da agência Elite, onde Monica trabalhava como booker. Hoje a realidade é diferente. Com a Justiça do Trabalho atuando mais fortemente no mercado da moda, a prática de iniciar meninas tão novas em trabalhos com jornadas exaustivas teve que ser revista.

“Antigamente as meninas novinhas trabalhavam mais de 10 horas, não davam nem comida e estava tudo bem. Hoje isso não existe mais”, diz Monica. Agora, as agências no país contratam modelos somente a partir dos 16 anos. As especializadas em casting infantil têm de correr atrás de uma série de autorizações, com comprovações que as menores estudam e não estão sendo exploradas pela família.

“Vamos combinar né, uma menina de 13 anos é muito pequena, uma criança. Até hoje não me conformo como os pais liberavam elas”, lembra Monica. A pouca idade das modelos iniciantes, no final da década de 1990 e início dos anos 2000, gerava uma série de efeitos colaterais nas meninas ao lidar com o duro mercado da moda. “Uma menina de 16 anos ouve um não e já entende que o mercado é feito de imagens que vendem produtos. Uma menina de 13 anos ouvindo um não ficava muito mal psicologicamente. Tinham muitos casos de depressão”, diz.

SERVIÇO
Palestra com Monica Monteiro na Forum

Data: 29 de julho
Horário: das 16h às 18h
Endereço: R. Des. Westphalen, 2213 – Rebouças
Valor: R$80 (à vista) ou R$ 100 (em 2x)
Inscrições: Forum Model ou Forum School
Mais informações: (41) 3077-7288 / 99748-1186
Vagas limitadas

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