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Deixadas em cima de balcões, cadeiras ou caídas no chão, as moedas tornam-se alvo fácil do principal predador da casa: a criança pequena, especialmente as menores de cinco anos. Os pediatras contam que em uma semana, até três crianças aparecem com o mesmo problema:

Moedas no topo

As moedas estão no topo dos itens encontrados nos estômagos dos pequenos, acompanhadas de botões, anéis, brincos, pulseiras, tampas de caneta, dentes, pilhas de controle remoto, baterias e peças de brinquedos, desde rodinhas a sapatinhos de boneca.

Pressão pelas costas

Ingerir o corpo estranho é um problema, mas inspirar pode ser ainda pior e levar à morte, como explica o gastroenterologista e chefe do serviço de endoscopia digestiva do Hospital Pequeno Príncipe, Mário Vieira. A indicação aos pais, se não houver tempo para levá-lo ao médico, é posicionar-se atrás da criança, fazendo pressão no abdome para expulsá-lo.

Ouvido cheio

Se for algo colocado no ouvido, além do barulho que a criança vai ouvir não haverá grandes problemas. A maioria é facilmente retirada. "No nariz somos surpreendidos às vezes pelo odor, especialmente quando é de material orgânico – arroz, feijão e milho. Levanta-se a narina da criança e verifica-se, às vezes dilatando e pinçando para retirar o objeto", diz o pediatra do Hospital Evangélico e presidente do Conselho Regional de Medicina, Maurício Ribas.

Sintomas de arte

Se a mãe, pai ou qualquer responsável não viu a traquinagem, a própria criança pode dar sinais da arte que aprontou, facilitando o diagnóstico e a localização do corpo estranho. "O objeto no esôfago gera um desconforto, com dor, sensação de mal estar e salivação constante", diz Ribas. Recusar comida, vomitar e chorar sem motivo também podem ser sinais, enquanto episódios de sufocamento são o principal indicativo de que há um objeto nas vias respiratórias.

Sem endoscopia

Objetos não perfurantes, não tóxicos, que não estão parados no esôfago e de pequena dimensão (até 4 cm) não valem uma endoscopia, diz Vieira. Normalmente é feito um raio-X para confirmar a localização e é usada uma sonda para a retirada, quando necessária. Levar o brinquedo ou peça similar àquela que os pais suspeitam ser o motivo do problema também ajuda médicos e especialistas a estudarem a melhor forma de extraí-la.

Atenção às baterias

Mais perigoso que o tamanho, é o tipo de brinquedo ou peça engolido. "O que mais nos preocupa são as baterias que ficam paradas no esôfago, que podem causar queimaduras graves, quase como se a criança tivesse tomado soda cáustica", afirma o gastroenterologista.

Tempo de espera

Pode ser complicado aos pais entenderem que não há muito a se fazer até que a moeda, anel ou qualquer outra peça engolida pela criança saia naturalmente, o que pode levar até 20 dias sem transtornos. Passado esse período e nada do corpo estranho aparecer, mais uma radiografia é feita para verificar o caminho e, caso necessário, outros procedimentos são adotados. "No caso de objetos pontiagudos, pode ser solicitada uma extração cirúrgica", ressalta Ribas.

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