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Adolescentes e idosos também podem fazer cirurgia bariátrica

Procedimento cirúrgico tem indicações específicas para os dois grupos, mas acompanhamento nutricional e apoio da família são também fundamentais

(Foto: VisualHunt)

Adolescentes entre 16 e 18 anos podem fazer a cirurgia bariátrica, desde que venham com um histórico de acompanhamento com pediatra, endocrinologista e cardiologista pediatra, ou alguma doença associada. Da mesma forma, idosos que sofrem com o excesso de peso e com as doenças crônicas associadas à obesidade, também podem fazer o procedimento cirúrgico e os riscos são menores se a cirurgia for feita até os 65 anos de idade.

Em ambos os casos, a cirurgia é uma oportunidade para o paciente ser mais saudável. “A obesidade é uma doença crônica incurável, mas controlável“, explica João Caetano Marchesini, médico cirurgião do aparelho digestivo e cirurgião bariátrico do hospital Marcelino Champagnat, que esteve na noite de quinta-feira (20) conversando com leitores da Gazeta do Povo no Papo Saúde sobre cirurgia bariátrica, ao lado do médico cirurgião do aparelho digestivo e cirurgião bariátrico, Paulo Nassif, do Hospital das Nações, patrocinador do evento.

Ao fazer a cirurgia bariátrica em adolescentes, além de atuar no emagrecimento, o procedimento também previne doenças crônicas associadas à obesidade que, caso ainda não tenham se instalado no jovem, podem surgir, como hipertensão e diabetes. “Antigamente existia a crença de que a cirurgia poderia interromper o crescimento dos adolescentes, pelo fato de que atrapalha a absorção dos nutrientes. Na verdade, hoje temos vários estudos que mostram o contrário. Adolescentes operados crescem mais do que os adolescentes não operados. Jovens obesos estão doentes e isso prejudica o crescimento também“, explica Marchesini.

Por serem imaturos, o apoio familiar é peça chave no tratamento do adolescente que passa pela cirurgia. A família que não participa do processo todo corre o risco de que a operação tenha resultados negativos, e o adolescente volta a engordar. “A participação ativa dos pais até a fase adulta e madura, não só até os 18 anos, mas até depois da faculdade, quando o jovem está amadurecido, é importante para que a vida desse jovem mude de fato”, alerta o médico do hospital Marcelino Champagnat.

Idosos também podem!

Não existe uma idade máxima para a cirurgia bariátrica entre os idosos, segundo Paulo Nassif, médico cirurgião do aparelho digestivo e cirurgião bariátrico do Hospital das Nações, mas o idoso é um critério de exceção. “Não existe um aspecto proibitivo de você operar um idoso acima dos 65 anos, mas a partir dessa idade o risco de complicações aumenta um pouco, em comparação ao idoso até os 65 anos”, explica.

Sobre os critérios para o procedimento cirúrgico, eles são parecidos aos do adulto jovem, mas com alguns detalhes que são analisados caso a caso.

“O idoso tem uma reserva fisiológica menor. São pacientes que, se tiverem alguma complicação, a defesa do organismo é um pouco menor do que em um jovem. Outro aspecto diferente é o da funcionalidade. Eles perdem, com o emagrecimento, a massa magra e a massa gorda. Mas, a massa magra é muito importante, e quando analisamos uma cirurgia para eles, precisamos levar em conta: vamos ter condição de devolver a massa magra para ele?“, explica Nassif.

A reposição de nutrientes, assim como para qualquer paciente, é também importante aos idosos, principalmente com relação à suplementação de proteínas, pois elas atuam na recuperação da musculatura (massa magra). “É muito importante esse acompanhamento nutricional para que o paciente não tenha uma evolução de perda progressiva da massa muscular, o que poderia levar a uma doença chamada de sarcopenia”, diz.

Um dos grandes benefícios da cirurgia, de acordo com Nassif, é o controle das doenças que o idoso possa ter, como diabetes e hipertensão, e o aumento na qualidade de vida do paciente. “Às vezes são pacientes que se movimentam pouco, que não conseguem praticar um exercício físico, com muitas restrições e com doenças associadas que, depois da cirurgia, melhoram esses aspectos e a qualidade de vida”, finaliza.

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