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Menina usa camiseta com proteção 50 no litoral paranaense. Foto: Albari Rosa / Gazeta do Povo.
Menina usa camiseta com proteção 50 no litoral paranaense. Foto: Albari Rosa / Gazeta do Povo.| Foto:

Com origem na Austrália e uso frequente em regiões como o nordeste brasileiro, um tipo de roupa destinada a aumentar a proteção contra o sol começa a ganhar espaço nas areias do resto do país. Camisetas com proteção ultravioleta (UV), capazes de reduzir o impacto desse tipo de radiação, estão se somando a itens tradicionais como o protetor solar e o guarda-sol para evitar queimaduras e doenças de pele principalmente entre crianças.

Mas dermatologistas alertam que a roupa não garante proteção total e exige outros cuidados.

Na beira da praia, muitas famílias estão adotando as peças pela primeira vez. Quase sempre, tomaram conhecimento do produto em viagens por outros lugares ou por indicação de amigos ou familiares. Muitos deles testemunharam o uso dessas peças em locais como o Nordeste ou o Uruguai, onde são mais comuns. “Começamos a usar neste veraneio porque o avô da Marina viajou para o Nordeste e trouxe uma camisa de presente para ela”, conta o corretor de imóveis e veranista de Imbé (RS) Marco Guillen, 44 anos, pai de Marina de Oliveira Guillen, de seis anos.

Peça facilita dia na praia

Para Guillen, a vantagem da camiseta é evitar a necessidade de passar novas camadas de protetor solar a cada mergulho. A praticidade também é o motivo apontado pela psicóloga Tatiana Vargas Kreibich, 42 anos, para adotar os modelos UV para o filho Rafael, oito anos, a partir deste verão. “Os padrinhos do Rafael compraram em Garopaba, Santa Catarina, e deram de presente. Adoramos a ideia. Passamos protetor só nas partes expostas e, em uma semana, ele não se queimou”, conta Tatiana.

Em crianças, queimaduras dobram chance de  melanoma na vida adulta. Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo.
Em crianças, queimaduras dobram chance de melanoma na vida adulta. Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo. | Albari Rosa

A massoterapeuta Patrícia Moreira Pinto, 32 anos, utiliza uma blusa rosa para proteger a filha Yasmin, dois anos e sete meses, desde o ano passado. Ela acredita que a peça oferece mais segurança do que os protetores tradicionais. Mas adultos como Paulo Ricardo Brasil, 47 anos, também começam a adotar as roupas especiais, vendidas por inúmeras marcas a preços variados. “Vi pela primeira vez quando viajei a Natal, em 2015, e resolvi adotar porque não sou muito de passar protetor solar” conta Brasil.

Cuidados extras mantidos

Dermatologistas sustentam que as peças de roupa com proteção UV são boa alternativa contra queimaduras e risco de doenças como câncer de pele, mas fazem um alerta. Elas não podem servir como razão para deixar de lado outros cuidados básicos. “As camisas funcionam porque o tecido é impregnado com material que protege mais da radiação. Mesmo assim, deve-se evitar ficar sob o sol das 10h às 16h e passar protetor no resto do corpo” orienta o dermatologista Sérgio Celia.

As roupas recebem tratamentos químicos que ampliam a filtragem dos raios ultravioleta e, a exemplo dos protetores tradicionais, também têm diferentes fatores de proteção – de 15 até mais de 50 FPUs (Fatores de Proteção Ultravioleta, capazes de barrar raios UVA e UVB). A dermatologista Célia Kalil sugere sempre optar pelo fator 50 e, por precaução, passar protetor solar também nas partes do corpo sob a camiseta.

“Quando se molha a camisa, o fator de proteção diminui um pouco. Por isso, o ideal é usar as duas coisas ao mesmo tempo”, sugere a especialista. Além de camisetas, o mercado também já oferece outros produtos com tecnologia UV, como chapéus ou guarda- sóis. A fim de evitar eventuais falsificações, a recomendação é dar preferência a marcas e lojas reconhecidas.

Saiba mais sobre as camisetas com proteção UV

Uso das peças não dispensa protetor solar. Foto: Albari Rosa / Gazeta do Povo.
Uso das peças não dispensa protetor solar. Foto: Albari Rosa / Gazeta do Povo.

O que são?
Roupas com proteção contra raios ultravioleta, tanto UVA, que atingem camadas mais profundas da pele, quanto UVB, que impactam camadas mais superficiais e provocam queimaduras. A tecnologia foi desenvolvida na Austrália, onde há um elevado índice de câncer de pele entre a população.

Como funcionam?
Todo tecido oferece alguma proteção contra o sol. As roupas UV recebem um tratamento especial no tecido para ampliá-la – variando de fatores de proteção de FPU 15 até mais de 50. O ideal é usar o fator mais alto.

Quanto custa?
Os preços variam bastante conforme o tipo de peça. Podem custar desde cerca de R$ 50 até mais de R$ 100.

Certificação
O Inmetro informa que as roupas não têm certificação obrigatória (o que exigiria presença do selo do Inmetro). Por isso, vale dar preferência a lojas e marcas reconhecidas. O Inmetro realizou uma análise especial em 2016 com algumas marcas e modelos cujo resultado pode ser conferido em bit.ly/analiseinmetro.

Cuidados extras
Mesmo com o uso de roupas UV, é fundamental seguir cuidados básicos:
– Não se expor ao sol entre 10h e 16h.
– Passar protetor solar nas partes não protegidas. O ideal, por precaução, principalmente entre pessoas mais sensíveis, é passar o protetor também nas partes que ficarão sob a roupa.
– Manter-se bem hidratado.

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