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Cinco benefícios do uso de aparelho nos dentes para idosos

Não existe limite de idade para usar um aparelho ortodôntico, e os tratamentos buscados pelos idosos podem ser mais rápidos do que entre jovens e adolescentes

(Foto: Bigstock)

Engana-se quem acha que o aparelho nos dentes é coisa de criança ou adolescente. Adultos e idosos também podem usar o aparelho ortodôntico, e corrigir desde pequenas falhas na mordida a melhorar a qualidade da respiração e do sono. Por mais que o metabolismo do tecido ósseo no idoso seja mais lento que entre os jovens, diminuindo a velocidade de movimento dos dentes, alguns tratamentos ortodônticos são mais rápidos e mais específicos entre essa população.

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Dos benefícios mais comuns entre os idosos, cinco são os principais:

1) Estética. Dentes esteticamente mais bonitos não têm limite de idade, e os mesmos aparelhos e técnicas usados em crianças e adolescentes cabem aos adultos e idosos. A única diferença se dá no tempo de tratamento, que pode ser maior ou menor, devido a mudança no metabolismo do tecido ósseo com o passar dos anos e dependendo do objetivo do tratamento.

2) Correção da mordida e dos contatos dentários. Nunca é tarde para corrigir falhas na mordida, e ter uma mastigação mais adequada ao padrão fisiológico. Ao contrário das crianças e adolescentes, porém, a musculatura da mandíbula dos idosos não permite movimentos muito amplos ou drásticos na mordida, mas alterações pontuais são bem-vindas, e trazem resultados importantes.

3) Respiração e fala. Quem morde corretamente respira melhor. Um dos problemas frequentes entre os idosos é a apneia do sono, a parada respiratória quando a pessoa dorme. Com a melhoria da oclusão dos dentes a partir do uso do aparelho ortodôntico, a respiração também melhora, e a incidência de problemas respiratórios cai.

4) Preparação para prótese. Boa parte dos tratamentos ortodônticos fazem parte da chamada ortodontia pré protética. São aparelhos que abrem espaço e preparam a boca para que o paciente receba implantes ou próteses. O uso do aparelho ortodôntico, porém, não previne a instalação da prótese ou do implante, mas ajuda nesse processo.

5) Tempo menor. O tempo de tratamento, além do metabolismo do tecido ósseo, também vai depender do objetivo do paciente. Mudança na mordida, por exemplo, pode levar dois anos, enquanto um alinhamento dos dentes da frente chega a oito meses. Como muitos dos tratamentos dos idosos são mudanças específicas, o tempo de tratamento tende a ser menor, em relação ao adolescente e criança.

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Quem não pode usar o aparelho nos dentes?

Idade não é limitação para o tratamento ortodôntico, mas algumas condições de saúde sim. Uma delas é a perda de tecido do osso de suporte, ou do periodonto de sustentação. Como o dente está fixado no tecido ósseo e gengival, qualquer problema nessa região, como as doenças periodontais, pode comprometer o uso do aparelho ortodôntico.

“Comparativamente, o paciente adulto ou idoso tem menos ossos de suporte em relação à criança e adolescente. Infelizmente não tem como corrigir isso”, explica Armando Saga, coordenador do curso de ortodontia da UNIABO-PR e professor de ortodontia da pós-graduação da PUCPR.

Medicamentos que atuam no metabolismo ósseo e gengival também afetam o tratamento, bem como pacientes com deficiência de cálcio. “É importante que o paciente relate ao ortodentista todas as doenças crônicas e medicamentos que faz uso, para que faça a avaliação das interações entre os remédios e para poder prescrever o tratamento mais adequado. Se durante o tratamento o paciente descobrir alguma doença, informe o ortodentista também, pois pode influenciar na movimentação dos dentes“, diz Ricardo Moresca, professor de odontologia das universidades Positivo e Federal do Paraná.

Dentes perfeitos

Com o envelhecimento, a resposta do metabolismo do corpo fica mais lenta, e a capacidade de adaptação também diminui. O paciente idoso pode não se adaptar tão bem a uma mudança drástica na mordida, por exemplo, que também pode desenvolver problemas articulares.

“Essa musculatura pode ter alguns problemas, que chamamos de disfunções temporomandibulares. Por isso, muitas vezes, o tratamento no idoso é mais localizado. Com isso, além de reduzir o tempo no tratamento, há outra vantagem que é afetar menos os outros tecidos do paciente”, explica Moresca.

Pela mudança no organismo, o tratamento nos idosos é feito com uma carga mais baixa de força ortodôntica – ou a força aplicada para a movimentação do dente. “Priorizamos o menor tempo de tratamento possível, mesmo porque as movimentações do dente são lentas no adulto”, diz Saga.

“O paciente jovem aceita mais mudanças, podemos fazer movimentos mais amplos na mordida, porque os tecidos da articulação estão mais ativos, e há uma capacidade de adaptação maior. No adulto, isso não é tão simples” – Ricardo Moresca, professor de odontologia das universidades Positivo e Federal do Paraná.

Aparelho certo

Enquanto o adolescente se preocupa com as cores da borracha do aparelho que irá escolher na próxima consulta com o ortodontista, os adultos e idosos querem algo mais discreto, que não denuncie o aparelho ortodôntico.

“Nessa área, a ortodontia evoluiu bastante. Temos aparelhos mais estéticos, como os brackets de safira, que são transparentes, os alinhadores removíveis, que são placas que movimentam os dentes e são indicados para pequenos alinhamentos, e a técnica lingual, onde o aparelho é colocado atrás dos dentes, e não aparece”, exemplifica Alexandre Moro, professor das universidades Positivo e Federal do Paraná na graduação e pós-graduação da área de ortodontia.

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