Patrocínio

Hospital Pilar X-Leme Diagnóstico Por Imagem Mantis Diagnósticos Avançados

Pesquisa indica quais serão os gatilhos da dor de cabeça no futuro

Com a mudança dos gatilhos para desencadear dores de cabeça, especialmente a enxaqueca, os remédios no combate à dor tendem a mudar, ou aumentar

(Foto: Bigstock)

Os principais gatilhos para a dor de cabeça vão mudar (ou aumentar) em um futuro próximo. A ansiedade e o estresse, que levam a um esgotamento cerebral; o confronto com os fatos na era da pós-verdade e a autoexigência andam ao lado do barulho, potencializado pelo mundo digital, como os fatores mais recorrentes no desencadeamento das dores, especialmente as enxaquecas.

>> Anvisa aprova novo medicamento contra a hepatite C

Esses fatores foram destacados em uma pesquisa encomendada pela Neosaldina, marca de medicamentos contra dores, e conduzida pela WGSN Mindset, empresa de verificação de tendências. O estudo, realizado em março de 2018, se baseou no comportamento da população e mostrou o impacto das tecnologias na saúde.

Para combater esses gatilhos, serão incentivados, cada vez mais, interações sociais que promovam a calma, o controle da ansiedade e o relaxamento, como a ioga.

“As terapias de relaxamento e de consciência corporal auxiliam no controle do estresse, como a própria ioga e o mindfulness. Essas técnicas ajudam a pessoa a prestar atenção em si mesma, em se concentrar e, com isso, criar uma barreira para os problemas externos”, sugere  Paulo Faro, médico neurologista e chefe do setor de Cefaleia e Dor Orofacial do hospital Instituto de Neurologia de Curitiba (INC). 

O exercício físico também aparece como ferramenta importante no combate às dores, especialmente o aeróbico, como as caminhadas, corridas ou bicicleta. “O exercício libera substâncias neurotransmissoras no cérebro, gerando uma sensação de bem-estar e aliviando a dor”, explica.

Ser saudável também gera dor de cabeça

Buscar uma alimentação e vida cada vez mais saudáveis são recomendações que todos os especialistas em saúde reforçam aos pacientes – mas é importante lembrar que há limites. Quando ser saudável se transforma em uma autoexigência ou uma busca incansável pela perfeição, pode se transformar em um gatilho para a dor de cabeça.

“A autoexigência tem relação direta com a alimentação e no fluxo de ‘preciso ser bom em tudo’. Em dietas restritivas, ou com mau funcionamento do intestino, e na presença de problemas digestivos, o corpo pode reagir e desencadear uma dor de cabeça. O ideal é sempre comer o que gostamos, mas com equilíbrio”, explica Célia Roesler, diretora da Sociedade Brasileira de Cefaleia e vice-coordenadora do Departamento Científico de Cefaleia da Academia Brasileira de Neurologia.

Alguns alimentos específicos, inclusive, podem ser os gatilhos das dores. “A ideia é que a pessoa perceba quais são os seus gatilhos que provocam as crises. Vale para barulho e, para algumas pessoas, o consumo de chocolate, seja qual for a quantidade, desencadeia. É sempre melhor evitar, quando percebe os gatilhos”, reforça Paulo Faro, médico neurologista.

Barulhos: fones de ouvido são essenciais

Nem sempre é fácil achar na rotina momentos em que você possa ficar em silêncio absoluto, mas a prática é mais do que recomendada pelos especialistas. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que 3% dos ataques cardíacos e derrames cardíacos fatais, identificados na Europa, foram causados pelos ruídos de trânsito.

“O barulho em excesso ocasiona distúrbios de sono, estresse e problemas psicológicos, algumas das principais condições para o surgimento da dor. As pessoas precisam garantir maneiras de ter momentos de silêncio, seja no trabalho, na rua ou em casa. É preciso investir em soluções como retiros silenciosos, e fones de ouvido que bloqueiam os ruídos, que podem ser usados no trabalho, por exemplo”, sugere a médica Célia Roesler.

LEIA TAMBÉM

8 recomendações para você

Deixe seu comentário