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Botar medo em criança é eficiente para educar?

Falar em monstros ou machucados sérios pode ter efeitos negativos no processo de educar filhos, como associação com mentiras

É bastante comum que no processo de educar os filhos, pais e mães usem de alegorias como ‘monstros’ para evitar que a criança vá a algum lugar, ou sugerindo machucados mais sérios para que os pequenos não subam em lugares altos, ou que parem com brincadeiras que possam machucar. Utilizar de ameaças e medo é culturalmente aceito – muito por ser algo passado entre as gerações -, mas pode ter efeito negativo na hora de instruir.

No caso das ameaças de acidentes ou machucados, o problema está na abordagem pela mentira. “O ruim é que a criança associa aquela ameaça com algo que não é verdade, até porque nestes casos o que o educador fala provavelmente não vai acontecer”, comenta Graziela Sapienza, professora do curso de psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. A psicóloga explica que embora possa funcionar no curto prazo, a criança não assimila a informação. “É como se não existissem consequências, e não tem aprendizado”.

Para as crianças pequenas, falar em monstros não é algo negativo, mas depende da forma como a ilustração é exposta. Graziela sugere que é o mecanismo adotado pelas histórias infantis, e que pode ser explorado na hora de educar. “O ideal é usar as alegorias em um contexto, comparando às pessoas da realidade. Por exemplo, o lobo mau serve pra ensinar que existem pessoas ruins por aí, que podem enganar”, conta. Agora dizer que em algum lugar há um monstro, para que a criança não vá até lá ou não faça algo, pode recair no exemplo das ameaças de acidentes ou machucados, passando a imagem de que o pai e/ou a mãe estão mentindo.

O aspecto negativo das ameaças acontece porque, em geral, os educadores podem pensar que as crianças não têm consciência do ambiente onde estão. “Os pequenos têm emoções, sentimentos, e percebem o que acontece em volta. Sendo assim, o melhor caminho é sempre conversar utilizando a verdade”, explica a psicopedagoga Evelise Portilho, do curso de pedagogia da PUCPR. “É tudo questão de como se fala. A mesma informação pode ser passada, mas de forma mais amigável e sem medo”, completa.

 

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