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Como a fonoaudiologia ajuda a tratar a recusa alimentar das crianças

Profissionais podem auxiliar a revelar dificuldades que vão além do simples “não gosto”

Profissionais da área auxiliam na aceitação dos alimentos. Foto: Bigstock.

O processo da alimentação vai muito além de gostar ou não de determinado sabor ou tipo de alimento. Para as crianças, o caminho pode ser muito mais complexo, pois envolve laços afetivos e se conecta com as relações familiares, além de particularidades de cada corpo.

Esses são motivos que têm levado famílias a procurarem ajuda especializada de fonoaudiologistas para auxiliar crianças com dificuldades na alimentação. Pode parecer estranho, uma vez que a fonoaudiologia trata dos processos de comunicação humana, mas a profissional Luana Miguez, da Paraná Clínicas, explica: “tanto na fala, como na deglutição, são usados os mesmos músculos e ligamentos. E a alimentação é, antes de mais nada, um processo relacional, assim como a fala”.

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Quando a criança começa a apresentar algum tipo de dificuldade, como perda de peso e necessidade de suplementação, é a hora de ligar o sinal de alerta e procurar ajuda. “Não tem idade nem hora. Cada criança tem suas particularidades e deve ser auxiliada de forma individual”, comenta Luana.

Muitas vezes, a família não percebe que as questões orais e sensoriais são de extrema importância nesse contexto. “É preciso reconstruir a confiança, conquistar prazer, curiosidade e conforto oral. Assim é possível evoluir em termos de volume, transição de utensílios, consistência e textura”, diz a fonoaudióloga e doutoranda Patrícia Diniz.

Tratamento

O processo de alimentação começa com a amamentação e evolui de acordo com o desenvolvimento de cada um. Caso a criança tenha sido alimentada por sonda, por exemplo, ela tem uma probabilidade maior de ter alguma dificuldade alimentar. “Por esse motivo começamos o processo com a análise de todo o contexto no qual as crianças estão inseridas – a história de cada família, como foi o desenvolvimento, as dificuldades enfrentadas em cada fase, etc. Depois, avaliamos como a criança come – se precisa de ajuda ou se tem alguma dificuldade ou restrição”, explica Luana.

O próximo passo é a análise da estrutura muscular, dos nervos, da respiração, da mastigação e da sucção, “uma criança com problemas na adenoide, por exemplo, poderá ter dificuldade com alimentos mais rígidos, como a carne, por não conseguir mastigar por muito tempo sem ter que respirar pela boca. Nesse caso, muitas famílias podem começar a supor que a criança não gosta de carne, quando na verdade ela não consegue mastigar e respirar adequadamente, tornando o processo cansativo”, comenta a fonoaudióloga Luana.

Por fim, a equipe de fonoaudiologia começa a apresentar, de forma lúdica, as diferentes texturas, sabores e temperaturas dos alimentos. “A família é parte fundamental desse processo de ‘dessensibilização’ e deve sempre oferecer variedade e possibilidades diferentes para que as crianças possam experimentar e ampliar suas opções”, conclui.

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