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Bolsonaro divulgou em suas redes sociais foto de caminhada pelo hospital. Foto: Divulgação.
Bolsonaro divulgou em suas redes sociais foto de caminhada pelo hospital. Foto: Divulgação. | Foto:

Após passar por duas cirurgias em duas semanas de internação, o candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) teve mais uma complicação por causa do atentado à faca que perfurou os intestinos grosso e delgado e mais a veia do abdômen. Os médicos descobriram um acúmulo de líquidos ao lado do intestino — condição que é comum em cirurgias do aparelho digestivo. O presidenciável passou por uma drenagem guiada por imagem para retirada do conteúdo na quinta-feira (20), após realizar uma tomografia computadorizada de tórax e abdômen.

O que compunha exatamente o líquido desde acúmulo não foi divulgado pelo Hospital Albert Einstein, onde Bolsonaro está internado. Porém, a cirurgiã do aparelho digestivo, Ana Carolina Buffara, acredita que, pelo quadro apresentado pelo candidato (de  37,7° de febre), é muito possível que o líquido tenha sido um abcesso (pus), sangue ou mesmo de conteúdo intestinal.

Infecções

De acordo com a médica, um paciente que apresente acúmulo de pus, por exemplo, pode ter complicações severas. “Possivelmente, no caso do Bolsonaro, tinha ali um acúmulo de pus que, se não fosse drenado poderia crescer ainda mais e virar uma septicemia, ou seja, uma infecção generalizada”, explica.

>> Por que não aparece sangue nas imagens do esfaqueamento de Bolsonaro? Médico explica

Ana Carolina conta que isso é relativamente normal após cirurgias grandes na cavidade abdominal. “Por mais que os médicos tenham conseguido limpar todas as bactérias que saíram da flora intestinal, às vezes acontece de sobrar um líquido residual que provoca complicações”, esclarece a médica.

Perigos

O líquido intestinal, formado por bactérias que fazem a absorção de nutrientes e formam as fezes, fica selado no órgão para não intoxicar o restante do corpo. Quando ele vaza por conta de uma doença ou acidente, pode acabar infeccionando os tecidos e atingindo a corrente sanguínea.

Foi o que aconteceu com Jair Bolsonaro menos de uma semana depois da primeira cirurgia. Ele teve o rompimento de uma sutura que provocou o vazamento de líquido intestinal.

A cirurgiã Ana Carolina Buffara esclarece que o líquido residual da cirurgia pode continuar proliferando por mais alguns dias até a cicatrização.

Evolução

Momento em que Jair Bolsonaro é atingido pela facada. Foto: AFP
Momento em que Jair Bolsonaro é atingido pela facada. Foto: AFP

Após o terceiro procedimento, Jair Bolsonaro iniciou nesta sexta-feira (21) uma dieta pastosa de “ótima aceitação”, de acordo com boletim médico divulgado pelo Hospital Albert Einstein.

Até então ele era alimentado por uma sonda com dieta líquida e pela veia. Os médicos afirmaram que a retomada da dieta pastosa foi possível após a recuperação dos movimentos intestinais.

Na última vez que se tentou uma dieta mais pastosa, no dia 12, Bolsonaro passou por uma sensação de estufamento seguida de náuseas e dor. Na época, os médicos afirmaram que os sintomas podem ter sido provocados por uma aderência das alças intestinais.

Ainda segundo o novo texto, Bolsonaro segue realizando exercícios respiratórios e caminhando pelos corredores do hospital para fortalecer a musculatura e evitar uma trombose venosa.

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