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Depois da menopausa, elas parecem não ter muitas escolhas na cama. O ressecamento vaginal, pela perda do estrogênio, e a lentificação da resposta sexual se misturam a mudanças no trabalho, filhos saindo de casa e, às vezes, crise no relacionamento. Confira como fica a libido feminina nesta fase.

LIBIDO DIFERENTE

Mudanças fisiológicas e transformações na vida alteram o desejo:

Papel dos hormônios

A redução dos hormônios na menopausa mexe com a lubrificação da mucosa vaginal, tornando o ato sexual, por vezes, desconfortável. A diminuição do estrogênio e da testosterona influencia a cognição, a sensibilidade da pele, saúde dos ossos e músculos, bem como a motivação sexual. “A fisiologia se modifica, mas a resposta sexual ainda existe. Ela está apenas mais lenta”, diz a médica e professora de Ginecologia e Endocrinologia do Hospital Santa Marcelina, Helena Hachul de Campos.

Sexo na cabeça

Não culpem a menopausa. A idade traz mudanças nos hormônios, mas nem sempre são os principais responsáveis pela redução da motivação sexual. O fator emocional, segundo a psiquiatra Carmita Abdo, pode ser o culpado. “Uma mulher saudável, motivada, em um relacionamento bom, tem mais disposição. Quem viveu relacionamentos não tão gratificantes, que acumulou mágoas ou adquiriu doenças ao longo da vida, como hipertensão, depressão, ou as que exigem medicamentos que interferem na libido, podem ter o desejo comprometido”, diz. O mesmo pode ocorrer com quem passou por situações estressantes nos últimos meses, como a saída dos filhos de casa e aposentadoria. Ter uma relação saudável pode equilibrar pontos negativos, diz a pesquisadora em sexualidade, Clícia Gradim. “Converse com o companheiro, aumente as preliminares, pois o sexo está na cabeça. Há o fator fisiológico, mas o corpo obedece a cabeça”, diz.

Disfunção sexual

A redução na vontade pode estar ligada a uma disfunção. O diagnóstico não é feito antes de seis meses, segundo a OMS e a Associação Norte-americana de Psiquiatria. Não é uma situação passageira, que se recupera quando a mulher tiver melhores condições de vida, como explica a coordenadora da USP, Carmita Abdo.

Viagra feminino?

Em maio deste ano, o norte-americano FDA deu início a um processo de aprovação de uma droga que influenciaria o desejo sexual das mulheres. Porém, estudos com a pílula Flibanserin ainda são inconclusivos.

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