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Durante a vida nem sempre damos a devida atenção aos nossos pés. Os resultados aparecem com maior intensidade na velhice, quando calos, deformidades e outras condições causam dor, dificultam o caminhar e, consequentemente, as atividades do dia a dia.

Calosidades nos pés dos idosos, por exemplo, são bastante comuns devido ao uso de sapatos inadequados por um longo período. Segundo especialistas, remover os calos é insuficiente: é preciso ir a um médico, descobrir o que causou os calos e corrigir isso. De outra forma, eles voltarão.

Uso contínuo de salto alto contribui para a formação de deformidades nos dedos e joanetes, principalmente a partir dos 40 e dos 50 anos. Nesses casos, o tratamento é, em geral, cirúrgico e deve ser associado ao uso de calçados adequados.

Por outro lado, o uso prolongado de calçados rasteiros, sem qualquer salto, causam fascite plantar, uma inflação no tecido que liga o calcanhar aos tecidos, que causa dor, rigidez e queimação nos pés. O tratamento se dá por meio de alongamento, fisioterapia, ondas de choque e uso de palmilhas.

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Envelhecimento

Mesmo que uma pessoa se preocupe, durante toda sua vida, em evitar o uso de calçados inadequados, o próprio processo de envelhecimento traz consequências para os pés, como a formação do “pé chato” devido ao desuso da musculatura e degeneração dos tecidos. Segundo especialistas, a tendência é de que quem tem pé chato comece a andar com os pés para fora e sofra alterações na marcha.

Além disso, com o passar do tempo, a pele dos pés tende a ficar mais fina, enquanto as unhas ficam mais grossas. Isso significa que um idoso terá bastante facilidade para machucar os pés, abrindo espaço para a entrada de bactérias, e dificuldade para cortar as unhas. Para evitar problemas, a recomendação é que os calçados não tenham solado fino e que sejam verificados para assegurar que não há pedras ou qualquer coisa que possa ferir o idoso.

Quanto às unhas, uma possibilidade é recorrer a profissionais especializados (podologistas) para evitar deixá-las longas ou cortá-las de maneira que acabem encravando ou ferindo os pés.

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Doenças que também afetam os pés

Algumas doenças que comprometem o organismo do idoso também acabam comprometendo os pés, como arteroesclerose (doença circulatória), osteoartrite (artrose), artritereumatóide e doença de Hansen.

Uma das condições mais comuns na terceira idade (e que causa grande preocupação com os pés) é a diabete. Além de comprometer a circulação, a doença estraga a enervação dos pés e a pessoa acaba perdendo a sensibilidade. Com isso, ela se fere sem sentir e, se não verificar como estão os pés com frequência, abre uma porta para infecções que podem levar à amputação.

Mais uma vez, o acompanhamento médico deve ser feito rigorosamente para evitar problemas. Além disso, é recomendado que a pessoa diabética tenha um espelho baixo no qual possa ver seus pés e verificar a existência de feridas.

 

Micoses e frieiras

Apesar de ocorrerem em qualquer momento da vida, as micoses de unha e frieiras representam um risco maior para os idosos, pois podem servir como porta de entrada outras doenças, como a erisipela, que é uma infecção causada pela bactéria Streptococcus pyogenes que provoca lesões, vermelhidão e inchaço na pele, acompanhada de febre, tremores, mal-estar e náusea.

 

Fontes: Aleksei Dickow Sato, ortopedista do Hospital XV; Cristina Lopes, coordenadora técnica da rede DoctorFeet; Maurílio José Pinto, professor de geriatria da Universidade Positivo e responsável pela geriatria do Hospital Nossa Senhora das Graças.

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