Anvisa proíbe comercialização de manta “milagrosa” e cosmético para cabelo

Agência divulgou proibição alegando a falta de comprovação científica dos benefícios, no caso da manta, e do registro falso no rótulo dos cosméticos para cabelo

Marcas receberam a proibição da agência por não atenderem as exigências do órgão (Foto: Bigstock)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, nesta segunda-feira (3/07), a comercialização de dois produtos no mercado brasileiro. O primeiro, a Manta Quântica, fabricada pela Ative Naturalle Equipamentos Fisioterápicos Eireli – ME, e os cosméticos da linha Professional Vitafavo Color Hair. Ambas as proibições foram publicadas no Diário Oficial desta segunda.

No caso da manta “milagrosa”, a marca alega que o produto trata de problemas de saúde sem, no entanto, comprovar os benefícios. Não há, também, embasamento científico de que o produto auxiliaria o tratamento de dores de coluna, fibromialgia, pressão alta, diabetes e má circulação, de acordo com informações divulgadas pela Anvisa. A publicidade da marca promete, ainda, uma emissão de “energia quântica” e o tratamento dessas doenças se daria “dentro das células”.

“Para ser vendido no Brasil, qualquer equipamento de uso terapêutico precisa provar seu funcionamento por meio de um pedido de registro na Anvisa”, anunciou a empresa em comunicado pelo site oficial.

O Viver Bem tentou contato com a Ative Naturalle Equipamentos Fisioterápicos Eireli – ME, mas não obteve retorno. O telefone divulgado pela empresa trata-se do escritório de contabilidade que atende a empresa, e o número que seria do escritório da Ative não foi atendido até o fechamento da matéria. Até mesmo o site do produto www.mantaquantica.com.br está fora do ar.

Produtos cosméticos para cabelo sem registro

No caso dos cosméticos da linha Professional Vitafavo Color Hair, o rótulo traria como fabricante a empresa Laboratórios Ltda. A Anvisa, em publicação oficial, disse que a empresa não existe e que o CNPJ do rótulo (CNPJ: 12.605.474/0001-84) seria falso.

“Isso significa que os produtos são de origem desconhecida e que a vigilância sanitária não sabe onde são fabricados, nem se atendem as regras sanitárias”, reforçou o comunicado da Agência.

O Viver Bem também tentou contato com os representantes da Vitafavo Color Hair, mas os telefones disponíveis não foram atendidos até o fechamento da matéria.

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