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Segundo filho: ter ou não ter?

Veja as preocupações mais comuns e como enfrentá-las para aumentar a família com mais tranquilidade

Segundo filho ter ou não viver bem gazeta do povoFoto: Bigstock

Economia desfavorável, nova interrupção na carreira profissional e falta uma rede de apoio tem feito muitos pais repensarem a chegada de um segundo bebê. Embora sejam argumentos importantes, todos podem ser resolvidos com planejamento, inclusive a adaptação do filho mais velho para a chegada do irmão. Veja as preocupações mais comuns e as soluções de Débora Oliveira, psicóloga clínica, especialista em terapia familiar, individual e de casal, doutora em psicologia do desenvolvimento e professora PUCRS; Tatiana Leite, psicóloga e terapeuta de casal e de família, e Tayná Leite, coach sobre carreira e maternidade do programa Mãe Ser Mãe para cada medo ou receio dos pais em aumentar a família.

Mais um filho vai me tirar do mercado de trabalho ou atrapalhar minha carreira profissional

A decisão de ter mais um filho pode ficar bem mais leve se tiver alguém para dividir a responsabilidade dos filhos. Quanto mais participativo e presente o companheiro, mais fácil será para a mãe voltar ao mercado de trabalho depois da licença. Durante a licença maternidade, muitas mães aproveitam o tempo para repensarem suas posições nas empresas em que trabalham e até mesmo na área em que atuam. Muitas podem continuar no mesmo caminho, talvez com pequenas mudanças, enquanto outras aproveitam para começarem algo totalmente diferente.

Um segundo filho pode impactar demais a economia da casa

Talvez o primogênito passe a ganhar menos presentes do que antes e a família precise adaptar algumas atividades de lazer, mas muitos dos gastos podem ser adaptados com a chegada de mais um filho. Se a diferença de idade for bem próxima entre eles, roupas, brinquedos e até os móveis podem ser compartilhados. Os gastos com plano de saúde, escola e alimentação, no entanto, precisam ser incluídos no planejamento financeiro antes da segunda gestação.

“Incluir a criança no cuidado do irmão é importante para diminuir os ciúmes. Na hora do banho, peça para que ela segure o sabonete, faça brincadeiras para entreter o irmão e alcance a toalha. Assim ela se sente importante no processo, sem sobrecarregá-la. Se a criança não quiser participar, não force.”

Débora Oliveira, psicóloga clínica, especialista em terapia familiar, individual e de casal, doutora em psicologia do desenvolvimento e professora da PUCRS.

Não consigo imaginar dividir o amor do meu filho por outra criança

Essa é uma dúvida de muitas mães, mas que some quando outro filho nasce. Os amores pelos filhos vão se somando, sem prejuízo para uma parte ou para outra. Talvez o marido não receba tanta atenção no início quanto as crianças, e mesmo o primogênito possa se sentir esquecido, mas a mãe também estará em um momento de vulnerabilidade e precisando de atenção logo depois do parto. Com o tempo, a família se adapta e aprende em conjunto.

Não terei mais tempo para nada

Os pais podem até achar que ter mais um filho vai usar todo o tempo que sobra, e o cuidado será redobrado, mas não é bem assim. Quando nasce o primeiro filho, a família se ajusta e monta uma rotina nova. Com o segundo, os pais adaptam os horários e costumes da criança na rotina que conhecem. Por exemplo, quando o primeiro filho for dormir será a hora de o segundo dormir também, mesmas regras com alimentação e lazer.

Meus pais moram longe, não tenho uma rede de apoio para ajudar

Mesmo que os avós não morem por perto, se o primeiro filho for grandinho e tiver uma vida social mais ativa, isso pode ajudar no momento em que a família precisar ficar sozinha. Pais de amigos do colégio, por exemplo, podem organizar uma tarde de atividades com as crianças para os pais terem algumas horas de descanso com o mais novo. Aulas de natação, futebol e dança podem ocupar outras horas também, além de garantir uma maior independência ao mais velho.

Meu filho teria muito ciúmes do irmão

Ciúmes podem surgir, independentemente da idade do primogênito. Depois dos cinco ou seis anos, porém, a criança sente que perde um espaço. Ele deixa de ser o bebê da casa e passa a ser o filho mais velho. Para diminuir os ciúmes, os pais devem incluir o primeiro filho nas diferentes etapas da gestação, seja ajudando na escolha do nome do irmão, na decoração do quarto ou abrindo os presentes que chegam para o mais novo. Isso ajudará a criança a entender qual será o seu papel como irmão mais velho, e isso pode ser muito positivo para o senso de responsabilidade.

Meu filho se sentiria abandonado

Para que a criança não se sinta deixada de lado pelos pais nos momentos em que a mãe estiver atendendo o bebê, durante a gestação ela deve ser acostumada a passar momentos longe da família – se ainda não tiver esse costume. Passar uma tarde na casa de um familiar ou colega, ficar um dia só com o pai ou avós, passar a noite na casa de um amigo podem ajudar nesse processo. Essas mudanças na rotina da criança, no entanto, precisam ser feitas o quanto antes, para que ela não associe o nascimento do irmão a uma “exclusão” de casa. Começar na escola, por exemplo, por ser uma mudança muito grande, poderia ser feita antes mesmo do anúncio do novo bebê.

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