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Não consegue dormir? Saiba identificar o seu distúrbio de sono para um tratamento mais eficaz

Quando não tratados, distúrbios do sono podem acarretar doenças sérias a longo prazo, como depressão, falta de memória, hipertensão e problemas cardiovasculares

Técnica militar promete sono rápido, em dois minutosQuando o sono – seja mais curto ou longo – não é capaz de recuperar todo o cansaço do dia, é um sinal de alerta. (Foto: Bigstock)

Um sono saudável é determinado geneticamente. Enquanto uns precisam de seis ou sete horas para se sentirem revigorados, outros necessitam de algumas voltas a mais no relógio para sentir o mesmo efeito reparador no organismo. Porém, quando o sono – seja mais curto ou longo – não é capaz de recuperar todo o cansaço do dia, sinal de alerta: pode ser por causa de algum distúrbio.

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Existem dezenas deles, mas os exemplos a seguir são considerados os mais comuns pelos especialistas.

Quando não tratados, podem acarretar doenças sérias a longo prazo, como depressão, falta de memória, hipertensão e problemas cardiovasculares.

Privação do sono

Quem nunca deixou de dormir o suficiente por algum motivo? Uma festa que terminou de madrugada, um trabalho de faculdade que levou mais horas do que o previsto. As razões podem ser muitas, mas o problema é o mesmo quando dormir menos horas que o necessário se torna um hábito. Se não tratada, a privação do sono pode desencadear outros distúrbios a longo prazo, como insônia, apneia e sonambulismo.

Causas: Rotina muito intensa que leva a um padrão desregulado de sono. Dormir tarde demais e acordar muito cedo, por exemplo, é um hábito que favorece o surgimento do distúrbio.

Tratamento: Depende do próprio indivíduo, já que a cura para a privação do sono é dormir. Técnicas como as da higiene do sono, que leva em conta rotina dos horários de sono, oferecem bons resultados.

Insônia

Se caracteriza pela dificuldade de pegar no sono ou acordar no meio da noite e não conseguir voltar a dormir facilmente por conta de pensamentos acelerados. A insônia ocorre geralmente em mulheres após os 30 anos ou durante a menopausa e em idosos. Entre as consequências, diminuição de memória, fadiga e sintomas como depressão e ansiedade são frequentes.

Causas: A falta de sono pode ocorrer por diversos motivos, principalmente os relacionados ao estado emocional. Estresse, ansiedade e depressão são fatores de peso.

Tratamento: O mais eficiente é a terapia cognitiva comportamental, que inclui técnicas de reeducação do sono e procura identificar a origem da insônia. A especialista Dalva Poyares afirma que, infelizmente, o acesso a esse tipo de terapia é limitado porque a oferta de profissionais é pequena. Outro método eficiente é a meditação mas, quando não há resultado, é preciso realizar o tratamento com remédios.

Crônica

A insônia é considerada crônica quando as dificuldades para dormir ocorrem em pelo menos três noites da semana durante três meses.

Apneia obstrutiva do sono

É uma obstrução parcial ou total da via aérea por dez segundos a um minuto durante o sono. Estes eventos podem ocorrer de cinco a 15 vezes por hora, o que representa uma apneia leve, ou com mais frequência, em casos de apneia grave.

Como a pessoa em geral continua dormindo durante os eventos, sintomas como ronco excessivo e sonolência diurna podem indicar o distúrbio, mais frequente em homens com mais de 40 anos. Se não tratadas, as crises de apneia podem aumentar chances de AVC, infarto e problemas como hipertensão arterial.

Dependendo do país, o número de pessoas que se queixa de noites maldormidas pode chegar quase à metade da população. Foto: Bigstock

Causas: Obesidade e deformidade facial (quando a mandíbula fica muito para trás da posição ideal) são as principais causas da apneia. Outro fator que pode favorecer os episódios de falta de ar é o consumo excessivo de álcool.

Tratamento: Varia de acordo com a intensidade da apneia, que pode ser leve, moderada ou severa. O tratamento é feito, geralmente, através de aparelhos que ajudam a manter o nível de oxigenação estável durante a noite. Em casos leves, o uso de um dispositivo ortodôntica, capaz de manter a faringe aberta, é suficiente. Perder peso e melhorar os hábitos alimentares também são medidas muito eficazes.

Nariz entupido

Nariz entupido não causa apneia, mas pode agravar os sintomas.

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