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Mais de 2 milhões de pessoas usam lentes de contato no Brasil. Foto: Bigstock.
Mais de 2 milhões de pessoas usam lentes de contato no Brasil. Foto: Bigstock. | Foto:

Usadas para corrigir e tratar problemas na visão ou apenas para colorir os olhos, as lentes de contato fazem parte da realidade de aproximadamente 2 milhões de brasileiros, conforme estimativa da Sociedade Brasileira de Lentes de Contato e Córnea e Refratometria (Soblec). Geralmente utilizadas como alternativa aos óculos, elas também podem desempenhar um papel importante em alguns tratamentos de córnea.

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Embora as lentes sejam bastante seguras, o mau uso pode acarretar problemas sérios, como perda de visão e até mesmo necessidade de transplante, alerta o médico oftalmologista Roberto Freda, coordenador da equipe de transplantes do Hospital Banco de Olhos. Entre os erros mais comuns, estão dormir com as lentes, não fazer a higiene correta e extrapolar o tempo de uso indicado do produto. Com a ajuda de especialistas, tiramos dúvidas e apontamos os cuidados necessários da compra à utilização das lentes. Confira.

1. Do que são feitas?

Rígidas ou gelatinosas, as lentes podem ser usadas para tratar os quatro tipos de graus que existem: miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia.

As rígidas, antigamente feitas de vidro, são produzidas com acrílico ou plástico. Apesar de servirem para corrigir problemas de visão, são mais indicadas para córneas irregulares e casos de ceratocone – quando a córnea fica pontuda, como uma bola de futebol americano.

Já as gelatinosas, além da correção, podem atuar como curativo em ferimentos ou após procedimentos na córnea.

“Depois da cirurgia para correção de grau com laser, pode-se usar lentes gelatinosas sem grau para proteger a córnea e ajudar na cicatrização ” explica a médica oftalmologista Isabel Habeyche Cardoso, presidente da Sociedade de Oftalmologia do RS.

2. Todo mundo pode usar?

Normalmente, não há contraindicações de uso, mas existem algumas restrições. Conforme o médico oftalmologista Rodrigo Pegado, membro titular da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, lesões e úlceras na córnea são alguns dos impeditivos.

“Também evitamos em casos de pacientes que trabalham em locais com muita exposição a sujeira e a poeira” acrescenta.

Pessoas que estejam com conjuntivite ou fazendo uso de colírios antibióticos ou anti-inflamatórios (aqui, excluem-se os lubrificantes) também devem evitar as lentes.

“Elas podem ser usadas desde que o paciente tenha feito uma avaliação prévia. Também é importante ter acompanhamento ao longo do tempo e fazer as trocas programadas das lentes” lembra o oftalmologista Roberto Freda.

3. E o olho seco?

Quem sofre de olho seco severo não deve usar lentes. Para casos leves a moderados, há no mercado opções específicas. Por isso, é importante consultar um médico antes de comprar o produto.

4. Como comprar?

Só adquira lentes de contato prescritas por um oftalmologista.

“O médico vai escolher a melhor para cada caso, de acordo com a curva e o diâmetro da córnea do paciente” diz a oftalmologista Isabel Habeyche Cardoso.

5. Como cuidar?

Roberto Freda aponta a regra número 1:

“As mãos devem ser lavadas com água e sabão antes de manusear as lentes”.

Outro ponto destacado pelos profissionais é o uso de soluções específicas para higienizá-las. É proibido utilizar água de torneira ou soro fisiológico para limpar as lentes, pois esses produtos não eliminam bactérias e proteínas que se formam na superfície das lentes.

6. Pode dormir com as lentes?

Embora algumas marcas sinalizem que o produto pode ser usado durante o sono, a médica Isabel Cardoso não recomenda o hábito:

“Isso diminui oxigenação do olho. Dormir com as lentes pode ocasionar vermelhidão e sensação de areia nos olhos”.

7. Quanto tempo elas duram?

Tão importante quanto a higiene é respeitar o prazo de validade das lentes. Elas são comercializadas para uso de um dia, um mês ou um ano. Passar desses períodos estipulados pelo fabricante pode ocasionar alergias crônicas.

O estojo onde o produto é guardado também tem prazo de validade.

“Na pior das hipóteses, deve ser trocado a cada três meses. É importante lavar, uma vez por semana, com uma escovinha em água corrente e com sabão” sugere Isabel.

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