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Os sete sinais de que seu familiar pode estar com doença de Alzheimer

As famílias precisam ficar atentas aos momentos de confusão do idoso, especialmente quando ficam mais frequentes

Entre os sinais de Mal de Alzheimer estão confusões frequentes, separadas por dias ou semanas. Foto: Bigstock.Entre os sinais de Mal de Alzheimer estão confusões frequentes, separadas por dias ou semanas. Foto: Bigstock.

Quando a memória recente falha, é preciso atenção. Esquecer o que comeu no almoço, onde guardou um documento ou outras situações cotidianas não são “sintomas da idade”, como o senso comum costuma apontar. Esquecer palavras e se perder podem ser outros sintomas de Alzheimer.

 

Os geriatras Mauro Piovezan e Vitor Pintarelli, e a fisioterapeuta Patrícia Novo explicam que as pessoas devem ficar atentas quando alguém do seu convívio passa a ter os seguintes sinais da doença neurológica que atinge mais de um milhão de brasileiros:

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Não ignore estes sinais:

1) Se perder
A pessoa se perde na rua ou em espaços conhecidos como sair de casa e não saber voltar.

2) Não se lembrar
Guarda objetos e não lembra onde colocou.

3) Memória recente
Lembra o que aconteceu há 40 anos, mas não recorda situações do dia ou semana anterior.

4) Como usa?
Esquece como usar aparelhos que usa todo dia. Perde senhas.

5) Confusão mental
Tem confusões frequentes, separadas por dias ou semanas. Sofre da síndrome do crepúsculo, com medo do fim do dia, do anoitecer.

6) Não faz mais
Muda hábitos de forma negativa, como deixar de cozinhar, por exemplo, por não se lembrar como fazer.

7) Personalidade
Muda de personalidade, o que interfere nas atividades diárias. Apresenta alterações na linguagem, desaprende palavras e idiomas estrangeiros que conhecia, ou repete muito a mesma pergunta.

Fase avançada
Na fase mais avançada da doença, a pessoa não consegue se vestir, ir ao banheiro e tomar banho sozinha.

Remédios não se voltam à cura

A cura do Alzheimer ainda não existe, e os pesquisadores também não sabem dizer como ou por que a doença aparece. Estudos têm se concentrado em reduzir os sintomas e tentar paralisar o avanço do mal que atinge mais de um milhão de brasileiros.

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Os poucos avanços farmacêuticos têm resultados apenas nas fases iniciais da doença, e a maioria dos diagnósticos acontece em períodos avançados, segundo a fisioterapeuta Patrícia Augusta Alves Novo.

“As famílias precisam ficar atentas aos momentos de confusão do idoso, especialmente quando ficam mais frequentes. No envelhecimento normal, não há esse tipo de confusão”, afirma Patrícia. No mesmo dia podem existir sinais de confusão e lucidez.

Há, porém, alguns quadros de confusão mental no idoso que não são Alzheimer, e são tratáveis, como deficiência de vitaminas, desidratação, ou um quadro infeccioso, diz Patrícia.

Em estudo

Alguns dos medicamentos em estudo contra a doença são os anticorpos monoclonais, à base de células do sistema imunológico.

Eles tentam bloquear a formação da placa de proteínas no cérebro do paciente, reduzir os sintomas e paralisar o avanço da doença.

Vacinas também estão sendo estudadas, e elas serviriam como prevenção à doença, mas são pesquisas ainda sem sucesso.

A detecção precoce do Alzheimer através de um exame na pele, biomarcadores e do sangue periférico também virou pesquisa, mas ainda sem resultados concretos.

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