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Hospital Pilar Instituto de Oncologia do Paraná

Em busca do equilíbrio

As fitas utilizadas no slackline fortalecem a coluna para atividades cotidianas, mas não são indicadas a todos


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A prática de equilibrar-se nas fitas serve como um treino funcional, fortalecendo a região do core, tronco e pernas, melhorando a postura
Mais do que se equilibrar em cima de uma fita esticada, a prática do slackline (do inglês, fita folgada) pode ser incluída como um tipo de ginástica funcional, por fortalecer partes do corpo usadas em atividades cotidianas, como a região do core (os músculos da região cervical do corpo), tronco e pernas. Com a estabilização da musculatura que sustenta a coluna, o slackline promove melhorias na postura, atenuando dores nas costas e contribuindo para prevenir lesões nos tornozelos e pés. Confira algumas orientações sobre a prática e cuidados que ela exige:

Base estável

A base do exercício fica na região dos membros inferiores, tornozelo e pé, principalmente. Quem inicia a prática deve estar com a região bem estabilizada porque os movimentos tendem a instabilizar. Quem já sofreu alguma lesão nestas áreas precisa conferir se está estabilizado e pronto para o exercício.

Não é reabilitação

O slackline não é indicado para a conclusão de tratamentos de fisioterapia. Antes de iniciar a prática, o fisioterapeuta deve liberar o paciente tanto na questão da lesão quanto do equilíbrio. Se não estiver totalmente liberada, a pessoa pode sofrer outras quedas e lesões, prejudicando a recuperação total. Uma fratura de tornozelo pode levar de dois a três meses para melhorar.

Sem labirintite

Pessoas com problemas de equilíbrio, como labirintite, devem tratar primeiro os quadros de tontura e depois procurar a prática. O risco de queda aumenta quando há o distúrbio, assim como as chances de lesões.

Melhora da coluna

As fitas aumentam a resistência da musculatura do core e ajudam em casos de desvios posturais, como lordose, cifose ou escoliose. No entanto, ela não pode ser considerada um tratamento total, mas uma atividade coadjuvante.

Comece baixinho

Especialmente para quem está começando na prática, a fita deve ser posta em uma posição não muito alta, mas sem encostar o chão, sendo 30 cm uma boa altura. Quedas ocorrerão, e quanto mais alta a fita, maior o risco de lesões. Os praticantes estão sujeitos a ter desde um entorse de tornozelo até um traumatismo na coluna.

Grávidas e obesos

Com a liberação do obstetra, grávidas também podem fazer o slackline. No entanto, a partir do 4º mês de gestação, o centro de gravidade do corpo da mulher não é mais o mesmo e o risco de queda com traumatismo craniano na criança aumenta. Além disso, a prática também não é indicada a pessoas muito acima do peso.

Fontes: Jomar Souza, médico do Esporte e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e Esporte e Rogério Teixeira da Silva, mestre e doutor em Ortopedia e Medicina Esportiva e presidente do Núcleo de Estudos em Esporte e Ortopedia.

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