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Saúde e Bem-Estar

Os primeiros sintomas, os riscos de morte e quando se vacinar contra a febre amarela

Ainda não há notificação da doença em humanos no Paraná, mas a vacinação foi reforçada devido ao aumento de casos no estado de São Paulo

  • PorRedação
  • 28/01/2019 08:38
A vacina está disponível nas 110 unidades básicas de saúde de Curitiba. Foto: Bisgstock
A vacina está disponível nas 110 unidades básicas de saúde de Curitiba. Foto: Bisgstock| Foto:

O Litoral do Paraná está em alerta para a febre amarela e muitos questionamentos têm surgido a respeito da doença. Na última sexta-feira (25), a Secretaria de Saúde do Estado do Paraná (Sesa) confirmou que três macacos foram encontrados mortos no município de Antonina com o vírus. Além disso, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) determinou o fechamento para visitação de 11 unidades de conservação estaduais no Litoral como método de prevenção.

>> Repelentes caseiros e alimentos previnem a febre amarela? Veja mitos e verdades

Segundo a Sesa, ainda não há notificação da doença em humanos no estado, mas a vacinação foi reforçada devido ao aumento de casos na divisa de São Paulo com o Paraná. Para tirar dúvidas a respeito da doença e da imunização, o Viver Bem fez um levantamento com as principais perguntas sobre o tema. Confira!

O que é febre amarela?

A febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus e transmitida por diferentes gêneros de mosquitos, segundo informações da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz). Na versão silvestre da doença, a transmissão ocorre através dos mosquitos  Haemagogus e o Sabethes, captados de macacos infectados. Não existe transmissão entre macacos e humanos. Esses mosquitos estão presentes em ambientes de mata, e não se adaptaram ao meio urbano.

Desde 1942, o Brasil não tem nenhum caso da febre amarela na versão urbana, segundo informações da Fiocruz. Ela é considerada mais perigosa porque a transmissão é mais “fácil” no Brasil, a partir do mosquito de gênero Aedes aegypti – transmissor da dengue, Zika e chikungunya. O Aedes pica um macaco infectado e, depois, repassa ao ser humano.

Quais são os sintomas da febre amarela? 

Os sintomas mais comuns são: febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômitos e dores no corpo, além da icterícia (quando a pele e olhos ficam amarelados) e hemorragias via gengivas, nariz, estômago, intestino ou pela urina.

Na forma mais grave da doença, embora rara, os sintomas aparecem depois de um período sem sintoma algum, quando podem começar a ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia – olhos e pele amarelados -, manifestação hemorrágica e cansaço.

Foto: André Borges/Agência Brasília.
Foto: André Borges/Agência Brasília.

A febre amarela mata?

A taxa de mortalidade da febre amarela pode chegar a 60%, sendo considerada uma doença de risco. Os tratamentos são voltados apenas aos cuidados dos sintomas.

Qual é a relação dos macacos com a doença?

Os macacos não são transmissores da febre amarela, mas, assim como os homens, são contaminados por mosquitos e indicam a presença da doença em determinada região. Por isso, ninguém deve matar esses animais. O que deve ser feito é informar imediatamente a Secretaria Municipal de Saúde ao encontrar esse animal morto. Os telefones para contato são o 156 – canal oficial da prefeitura de Curitiba – ou o 0800 643 8484, da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa).

Moro em Curitiba. Preciso me vacinar?

Sim. Ainda que Curitiba esteja fora da área de risco da doença, a epidemia de febre amarela no Sudeste do Brasil fez o Ministério da Saúde recomendar a vacinação na capital e no Litoral do estado. Todos os curitibanos entre 9 meses e 59 anos devem receber a vacina.

Onde posso me vacinar em Curitiba?

O imunizante está disponível em todas as 110 Unidades Básicas de Saúde, sempre de segunda a sexta-feira, no horário de expediente do setor de imunização de cada posto. A vacinação foi reforçada devido ao aumento de casos da doença na divisa de São Paulo com o Paraná.

Já tomei vacina contra a febre amarela, mas faz mais de 10 anos, preciso tomar novamente?

Não. Estudos com a vacina nos últimos anos mostraram que a proteção tem um tempo longo e não é preciso reforçar a dose a cada 10 anos, como era a recomendação antiga. Se você já tomou a vacina, portanto, está protegido.

No entanto, se a pessoa não tem certeza de que já tomou a vacina contra febre amarela, deve ir a uma unidade de saúde e receber a dose.

Estou grávida, posso me vacinar?

Não. Feita a partir do vírus atenuado da febre amarela, a vacina é contraindicada a gestantes, pessoas imunodeprimidas, crianças menores de 9 meses de idade e pessoas a partir dos 60 anos.

Tenho câncer, posso me vacinar?

A recomendação dos especialistas é que a vacina não seja aplicada durante o período de tratamento. Ao receber a quimioterapia, o paciente oncológico está com a imunidade debilitada, com menor capacidade de produzir os próprios anticorpos. Aumenta o risco, portanto, de ter efeitos colaterais a partir da vacina, feita com o vírus atenuado.

A vacina é a única forma de prevenção da doença?

Não. Além da vacina, é possível se prevenir evitando a picada do mosquito com o uso de repelentes, telas de proteção, mosqueteiro, telas nas portas e uso de roupas compridas. Embora não sejam medidas muito faladas, elas têm impacto importante na prevenção da doença.

Vou viajar para países que exigem a vacina ou para áreas de risco. Preciso tomar a vacina?

Sim. A vacina é indicada para quem for viajar a países que exigem a vacinação ou para quem for visitar as cidades em áreas onde a imunização é recomendada.

Quanto tempo antes de viajar devo tomar a vacina?

A vacina contra a febre amarela deve ser aplicada 10 dias antes da viagem.

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