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Síndrome do polegar
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Agilidade de comunicação, acesso às informações em qualquer lugar e momento e conexão o tempo todo às redes sociais são alguns dos benefícios oferecidos pelos smart­­phones. Mas o uso excessivo de teclados e telas sensíveis ao toque pode levar ao desenvolvimento de um novo mal, típico do mundo moderno, a chamada “síndrome do polegar”, inflamações nos dedos causadas pelo uso repetitivo dos chamados gadgets (geringonças, dispositivos, em inglês).

Mexer o polegar continua­­mente, trocar o aparelho de mão e fazer alongamentos com os dedos são as principais recomendações para evitar a nova síndrome dos tempos modernos, segundo o cirurgião de mãos Eduardo Novak. “O polegar faz um movimento fino, muitas vezes em uma musculatura que não está acostumada. Por isso, o fortalecimento muscular é essencial.”

O médico, inclusive, faz uma analogia para justificar: “Se eu quiser participar de uma maratona eu tenho que treinar, o mesmo se aplica ao uso desses aparelhos. O preparo do músculo é essencial, inclusive para digitação.” A postura na hora de usar um gadget seria outro problema, de acordo com Novak. “Para digitar nesses aparelhos, também utilizamos a musculatura do ombro. Mas muitas pessoas acabam prejudicanto essa parte do corpo, pois fazem o manuseio desses aparelhos deitados tortos no sofá”, salienta.

A boa notícia é que essas inflamações são geralmente reversíveis, se tratadas em fases iniciais, de acordo com o cirurgião. Mas Novak alerta que, se não tratadas, as inflamações podem danificar tendões e as articulações da mão inteira, causando tendinite e artroseo. Em casos mais graves, inclusive, é preciso fazer cirurgia.

Muita dor

A consultora de negócios Luciana Beghetto conta que as dores nessa parte da mão começaram, há um ano, com a digitação contínua em computadores e têm se mantido devido ao uso diário de um smartphone. “Quando estou teclando chega um momento que a dor se estende até o ombro, sinto uma dormência no polegar. Até para escrever com uma caneta dói minha mão”, diz.

Problema semelhante vem ocorrendo com a fisioterapeuta Ana Paula Pacheco de Carvalho Abib. “Tudo começou quando comprei um celular com acesso à mensagens cinco anos atrás, mas as dores pioraram muito quando comprei um smartphone no ano passado e passei a acessar as redes sociais o dia todo.” Ainda segundo Ana Paula, o uso excessivo afeta não só o dedo. “Começa com fraqueza na palma da mão e amortecimento de alguns dedos, aos poucos começa a doer o antebraço e não consigo mais mexer no celular.” Luciana e Ana Paula, ao menos por enquanto, não procuraram especialistas para iniciar um tratamento.

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