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Desafio na vida dos estudantes, transição escolar exige atenção da família

Mudança da Educação Infantil para o Ensino Fundamental ou de lá para o Ensino Médio implica mudanças e exige maturidade dos alunos

transição escolarTransição escolar exige atenção da família. Foto: Bigstock

A transição de um período escolar para outro traz grandes desafios para a vida dos estudantes. Para quem está matriculado na educação básica, a virada do ano pode ser especialmente significativa: quando voltarem as aulas, tudo pode mudar. Nova escola, novos professores, novos aprendizados, descobertas, responsabilidades. Ainda mais naqueles casos em que o próximo ano letivo marca também a transição de um período escolar para o outro.

Sair da Educação Infantil para o começo do Ensino Fundamental ou de lá para o Ensino Médio representa muitas mudanças na vida de uma criança ou adolescente. E a família tem um papel fundamental para que o estudante lide com essa fase de maneira natural, sem mais dificuldades do que o necessário.

Às diferentes disciplinas, colegas e desafios, soma-se a constante transformação pela qual os próprios alunos estão passando nessas fases da vida. Na Educação Infantil, tudo é brincadeira: mesmo o aprendizado é lúdico e há pouca cobrança envolvida. O cenário varia quando há o ingresso no Ensino Fundamental, e passa por outra mudança significativa no momento em que o estudante chega ao Ensino Médio e começa a vislumbrar o início de sua trajetória adulta.

“A exigência em cada final de ciclo é outra. O 1º ano do Ensino Fundamental já começa a demandar outro ritmo dos estudantes, e o mesmo acontece de maneira significativa no 6º ano do Ensino Fundamental e no 1º ano do Ensino Médio. São momentos em que é preciso orientação pedagógica adequada e apoio da família, além da dedicação dos alunos”, salienta a coordenadora pedagógica Maria Waleska Cruz.

A professora de Pedagogia da Feevale Dalila Backes compara essa transição ao começo de um novo emprego para os pais: uma fase de nervosismo, ansiedade e muitas dúvidas. Para ela, o ideal é manter um diálogo aberto com os filhos, envolvendo compreensão e transmissão de confiança para que os estudantes consigam chegar mais seguros e tranquilos a esse reinício escolar.

“É necessário destacar as mudanças positivas que o novo cotidiano trará. Também participar de perto de todo o processo e acompanhá-los ao colégio pelo menos durante a primeira semana, bem como manter-se presente durante todo o período letivo”, defende Dalila.

De aluno para aluno

Além dessa presença dos pais, um ambiente adequado a uma transição natural na escola também é importante. Maria Waleska explica que manter contato com os estudantes que estão um ano à frente, seja em meio a eventos escolares ou durante o intervalo das aulas, por exemplo, ajuda a fazer os mais novos entenderem que não é preciso temer a mudança.

A mudança de escola, além da transição de período escolar, deve ser acompanhada de perto para garantir o bem estar das crianças. Foto: Bigstock

“Não só em nível docente, mas em nível discente é interessante falar sobre essa mudança. Crianças do 6º ano contarem para os colegas do 5º ano como é a mudança de ter vários professores em vez de um, ou do 1º ano do Ensino Médio dizerem aos alunos do 9º ano do Ensino Fundamental algumas das suas experiências mais significativas em sala de aula e fora dela ajuda a desencadear esse processo transitório”, afirma.

Mais difícil, porém, é quando a transição de uma fase para a outra envolve também uma mudança de escola: os colegas não serão mais os mesmos, o ambiente será diferente, os professores serão outros. Praticamente tudo muda. “Quando a mudança de nível de ensino envolve ainda uma troca de escola, os cuidados e a atenção devem ser redobrados. Conhecer a escola nova, tanto pais quanto alunos, é o caminho indicado. Visitar suas dependências, procurando identificar quais os diferenciais. E conversar, explicando os motivos da troca, mostrar o quanto pode ser bacana fazer novos amigos, conhecer outras pessoas, ter outras experiências”, completa Dalila.

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Era um, agora serão vários

Manoela, 11 anos, já sabe exatamente o que esperar do próximo ano letivo. Filha de uma professora, a futura estudante do 6º ano do Ensino Fundamental tem consciência de que deixará o lugar seguro de ter só uma pessoa como referência na frente da classe e passará a ter de se acostumar com vários docentes explicando as diferentes matérias.

Com isso, não aumenta só o número de cadernos e de compromissos: muda também o ritmo de aprendizado “cada vez mais dependente da sua própria iniciativa”, a variedade das tarefas, a duração das aulas.

“Em alguns momentos, ela demonstra uma certa ansiedade, um certo medo. Mas também fala que vai conseguir superar isso. “É como eu fazia lá no quinto (ano)”, ela diz, então acha que vai ser semelhante”, afirma a mãe de Manoela, Josânia Marcos.

Também entre os amigos, a expectativa é grande. Isso porque, no colégio particular onde ela estuda, a turma única do 5º ano do Ensino Fundamental se divide em várias outras na passagem dos Anos Iniciais para os Anos Finais. Manoela vai continuar na mesma escola, então ainda verá os amigos por lá, mas já sabe que o contato não será mais o mesmo durante o período de aulas.

Mais autonomia e responsabilidade

Para a mãe da menina, uma das principais mudanças nessa transição é a necessidade de os estudantes se organizarem melhor: com tantos professores e disciplinas diferentes, fica bem mais difícil anotar todos os compromissos em um só caderno. E isso, entende Josânia, é um grande passo rumo ao desenvolvimento de maior responsabilidade e autonomia.

Chegou a hora de desapegar

Ingressar no Ensino Médio, a fase final da educação básica no Brasil, é vislumbrar a vida depois da escola. Passado o 3º ano – ou mesmo antes disso –, para muitos estudantes será preciso decidir que caminho seguir: se buscar uma graduação é o ideal, se ingressar logo no mercado de trabalho é melhor, se fazer um intercâmbio é o mais adequado.

Para a professora universitária Giovana Dalmás, a mudança do 9º ano do Ensino Fundamental para o 1º do Ensino Médio é uma das mais marcantes da educação. E é justamente por essa etapa que o filho, Davi, está passando agora.

“Ele entra em uma fase em que as escolhas passam a ser dele”, destaca Giovana. “A gente sempre procurou enfatizar para o Davi que a vida é construção de autonomia, de uma capacidade de se orientar por si mesmo e se responsabilizar por suas atitudes e escolhas. O que se reflete não só na troca de um ano para o outro, mas também nas mudanças da idade cronológica pelas quais ele está passando.”

A proximidade do vestibular, do Enem e a perspectiva da escolha de uma carreira tomam conta das conversas entre os colegas. E o papel do estudante como responsável pela sua trajetória escolar passa a ficar mais marcado, com os pais assumindo papel de apoio e também de autoridade, no entendimento da professora.

Giovana destaca também que o aluno, nesse momento de transição, precisa ficar ainda mais preparado para as frustrações que vão acompanhar sua vida, especialmente conforme for necessário desapegar mais e mais dos pais.

O 9º ano tem feito diferença?

Desde que as escolas passaram a adotar o 9º ano do Ensino Fundamental – o que começou na rede pública em 2006 e, na rede privada, principalmente, a partir de 2008 –, será que o aumento da duração do ciclo educacional representou maior preparação e amadurecimento para os estudantes, como se esperava?

“Penso que as questões de maturidade têm relação com o desenvolvimento emocional e cognitivo e, como cada pessoa é única, é difícil generalizar. Mas, em todo caso, é preciso desenvolver a empatia, colocando-se no lugar destes adolescentes e aprendendo com eles. Toda idade tem a sua beleza e deve ser vivida plenamente, sem antecipações desnecessárias. Tudo a seu tempo”, destaca Dalila Backes, professora de Pedagogia da Feevale.

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Meu filho está em recuperação, e agora?

Este é um momento delicado para esses alunos e para suas famílias também. Há casos em que o aluno teve desempenho baixo por conta de algum problema socioafetivo ou perda familiar. Mas o mais comum, especialmente entre os adolescentes, são casos de displicência. Um estudante em recuperação por falta de comprometimento deve entender que é responsável pelos próprios atos e pode acabar sendo reprovado.

A família também deve repensar como foi acompanhamento dos estudos durante todo o ano. Houve envolvimento, acompanhamento? Os pais foram até a escola conversar com os professores, participaram das reuniões e entrega de avaliações? A melhor forma de enfrentar a situação é apoiar e, com a criança ou o adolescente, fazer combinações de horários de estudos, retomando os conteúdos de maior dificuldade. Aulas particulares também são uma possibilidade, mantendo o foco para que a aprovação aconteça.

Seu filho reprovou? Avalie o motivo e promova o diálogo. Foto: Bigstock

Meu filho foi reprovado, e agora?

É preciso avaliar se o motivo que levou à reprovação foi socioafetivo ou falta de comprometimento.
Faça uma avaliação por meio do diálogo, elencando com a criança ou o adolescente os motivos que levaram à reprovação. Explique que o estudante deve seguir em frente. É válido entender que isso pode acontecer com qualquer pessoa, mas que é preciso comprometer-se mais no próximo ano.

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