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Estudo desfaz mito de que vacina contra HPV está relacionada a sexo inseguro

Estudo divulgado nas renomadas revistas científicas The Lancet e JAMA mostra que a vacina contra HPV não incentiva sexo inseguro

A vacina antipneumocócica, que combate a doença, apresenta-se de três formas: a pneumo 10, a pneumo 13 e a pneumo 23. Saiba em quais casos elas são indicadas. (Foto: Bigstock)

Não deixar que as meninas mais novas se vacinem contra o HPV acreditando que isso poderá incentivar relações sexuais de risco é besteira, conforme indica o estudo publicado na revista britânica The Lancet e no Journal of American Medical Association(JAMA), em fevereiro.

Segundo a pesquisa, desenvolvida por diversas universidades norte-americanas, entre elas a Escola de Medicina de Harvard, a vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) continua baixa, mesmo nos Estados Unidos. Entre os argumentos dos pais, está o medo de que a vacina promova atividades sexuais de risco e aumente a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis (DST).

Para comprovar o erro no pensamento dos pais, os pesquisadores analisaram mais de 200 mil meninas, entre 12 e 18 anos de idade, entre os anos de 2005 e 2010. As taxas de DST’s, como clamídia, gonorreia, hepers, aids e sífilis, aumentaram tanto nas meninas vacinadas quanto nas não-vacinadas.

“A taxa de diferença foi de 1,05, por mil. Isso indica que a vacinação contra o HPV não está associada com aumento nas DST’s em um grande grupo de meninas, sugerindo que é improvável a promoção de atividades sexuais inseguras devido à vacinação”, de acordo com informações do estudo.

Vacina contra HPV para mulheres e homens

Recentemente, o Ministério da Saúde do Brasil aumentou a idade em que é possível se vacinar contra o HPV para 26 anos. A ampliação é válida para mulheres e também para homens, que devem se imunizar com a mesma preocupação que as mulheres.

Entre eles, a vacina protege contra o câncer de pênis, verrugas genitais, câncer de orofaringe e ânus. Nas mulheres, a principal proteção é na prevenção contra o câncer de colo de útero, a quarta maior causa de morte entre elas no país.

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