A surpreendente visita ao Buraco do Padre, no distrito de Itaiacoca
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A visita ao Parque Estadual de Vila Velha deve incluir uma esticada até o Buraco do Padre, no distrito de Itaiacoca, seguindo em direção a Ponta Grossa. Percorre-se mais 30 quilômetros, metade em estrada de asfalto, metade em estrada de chão. É melhor ir com o tempo seco e evitar ir se tiver chovido, para não atolar no meio do caminho. No local há dois sanitários, mas é melhor nem contar com eles. Lanche, somente se levar. É mais seguro ir em turma, durante o dia, pois não há vigia nem serviço de orientação aos visitantes.

A descoberta

Durante a caminhada, de mais ou menos um quilômetro, uma trilha melhor traçada começa a aparecer. O barulho da água não parece mais uma ilusão auditiva e sobe de volume. Agora sim, parece ter alguma coisa por trás da vegetação, semelhante ao que descreveram ser o Buraco do Padre. A trilha fica cada vez mais visível e escadas naturais nos levam um pouco mais ao alto. Uma minicachoeira frustra por alguns segundos. “Não pode ser só isso”, digo aos colegas, quase às gargalhadas. “Vamos por aqui, que deve ter mais”, sugere o fotógrafo. E vamos nós.

Mais um pouco de sobe e desce de pedra e lá está ele. Um encontro surpreendente, principalmente para quem achava que iria encontrar apenas mais uma cachoeira entre tantas outras vistas por aí. De cair o queixo. E não tem jeito. O negócio é se livrar dos tênis e das meias, erguer as barras das calças jeans até a altura dos joelhos, encarar a água fria até a cachoeira e babar com o visual.

O Buraco do Padre é um tipo de furna. Em seu interior está uma imponente cascata, de 43 metros de altura, formada pelo rio Quebra Perna. Alguns mais aventureiros escalam as paredes de pedra e vão até o platô – onde padres jesuítas se dirigiam para concentração, meditação e descanso –, para admirar o atrativo de outro ângulo.

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