Mais seguro, paraíso perto de Curitiba tem cachoeira de 30 metros. Veja fotos!

O Buraco do Padre fica a 100 km de Curitiba, na região de Ponta Grossa. Revitalizado, mais seguro e com opção de café, a atração pode ser visitada de quarta a domingo

Com mais estrutura, Buraco do Padre recebe cerca de 2 mil visitantes por mês. Fotos: Elaine Schmitt

Em períodos de alta temporada, a furna Buraco do Padre, no distrito de Itaiacoca, em Ponta Grossa, recebe até 2 mil visitantes por mês. Esse número é resultado de um período de aperfeiçoamento na estrutura de um dos pontos turísticos mais importantes do Paraná, que começou em 2015, quando os proprietários do local passaram a cobrar pela entrada de turistas.

Revitalização dos banheiros, passarelas de madeira na trilha até a cachoeira, placas de sinalização, informações sobre os aspectos naturais da furna, sobre a fauna e a flora típicas, construção de outros espaços para alimentação, são algumas das melhorias que têm colaborado para o desenvolvimento turístico do local. O atrativo mais recente, no entanto, é o Café do Lobo, uma lanchonete instalada em novembro do ano passado em um contêiner na entrada da trilha. Por ali, o lanche mais pedido é o sanduíche de pernil.

O Buraco do Padre fica a 100 quilômetros de Curitiba, e até pouco mais de um ano não se tinha controle das visitações. A propriedade privada só ganhou uma guarita em 2015, quando se passou a anotar a quantidade e origem dos turistas. “Antes disso, já tinha banheiro, por exemplo, mas algumas pessoas destruíam, roubavam objetos, era um local propício para destruição”, conta a gerente de Marketing da Águia, empresa mantenedora do ponto turístico, Priscila Sheffer.

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Trilhas agora estão bem sinalizadas. Fotos: Elaine Schmitt

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Passarelas foram revitalizadas para chegar até a cachoeira.

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Passeio tem visual exuberante e fica a 100 km de Curitiba. Foto: Elaine Schmitt/Gazeta do Povo

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Turistas podem entrar na água e curtir um dia refrescante. Fotos: Elaine Schmitt

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O Café do Lobo abre nos finais de semana e em outros dias mais movimentados.

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De 2015 para 2016, o número de visitas duplicou. Com a nova base de dados, os gestores notaram que grande parte dos turistas era de outras regiões do Brasil e estrangeira – agora, as placas com informações sobre o local também têm textos em inglês. No entanto, após uma campanha  interna, têm aumentado o número de turistas ponta-grossenses. “A intenção principal era que a gente transformasse algo que era um problema na cidade, que não tinha um local estruturado além do Parque Estadual de Vila Velha, e desse a Ponta Grossa um lugar para visitar, passar o dia, se divertir”, explica. Outra limitação era que poucos sites turísticos fora da região falavam sobre o Buraco do Padre, que também é pouco mencionado pelos gestores públicos do setor.

A advogada Tânia Vargas visitou o parque pela primeira vez nesta semana. Foram 12 horas de viagem de carro de Gravataí, no Rio Grande do Sul e, antes, um passeio no Parque Estadual de Vila Velha. Ela trouxe o sobrinho, que é geólogo, e sonhava em conhecer o local. “Eu amei, achei fantástico. É uma beleza natural incomparável”, diz.

Conheça

O Buraco do Padre ganhou este nome porque, antigamente, padres jesuítas utilizavam espaço para meditação. Desde 2005, integra o Parque Nacional dos Campos Gerais, uma unidade de conservação. Para ter acesso à furna, é preciso caminhar por cerca de 1 km em uma trilha com alguns obstáculos naturais. No fim do caminho, uma cachoeira de 30 metros de altura, originária do Rio Quebra Perna, completa a paisagem rara e exuberante.

Serviço

O acesso se dá pela Rodovia do Talco, PR 513, km 14. Ingressos custam R$ 10 por pessoa, com direito a meia entrada para estudantes, crianças e idosos. O parque funciona de quarta a domingo e feriados das 9 às 17 horas, com saída obrigatória dos visitantes até as 19 horas. O Café do Lobo abre nos finais de semana e em outros dias mais movimentados. É possível também fazer visitas guiadas pelo Núcleo de Guias de Turismo de Ponta Grossa (NGTur).

Regras

O parque proíbe a entrada de animais de estimação, som alto, acampamento e escalada no espaço a furna. O acesso às áreas de escalada é permitido apenas a pé.

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