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Turismo

O país em que o Carnaval começa em abril reúne milhares de turistas para festejar

Enquanto, na maior parte do mundo, o carnaval já disse adeus, na Jamaica ele ainda nem começou; saiba como se juntar à festa

Na Jamaica o esquenta começa em novembro, mas o carnaval de verdade é só dia 8 de abril. Foto: Reprodução/DWP Studios by Dwayne Watkins

Com a chegada de março, o Brasil vive a típica ressaca que se segue ao Carnaval. O ano finalmente começou e há boletos a pagar. Mas quem ainda tem glitter nas roupas e energia nos pés pode aproveitar a oportunidade e continuar a folia na Jamaica.

Na terra de Bob Marley e Usain Bolt o Carnaval ainda nem começou. Ao contrário do que acontece na maior parte do mundo, que celebra a festa antes da quaresma, por lá os primeiros tambores só começam a soar depois da Páscoa.

De acordo com o Ministério do Turismo jamaicano, é assim porque “fevereiro é nacionalmente declarado como o Mês do Reggae na Jamaica. Fevereiro marca a celebração do aniversário de Robert Nesta Marley [Bob Marley] e Dennis Brown [outro cantor de reggae], assim como a inclusão do Mês da História Negra.

A celebração do carnaval invade as ruas de Kingston com fantasias coloridas e muita festa. Foto: Reprodução/DWP Studios by Dwayne Watkins

Diversas atividades e celebrações lembram a importância do Reggae para a história e a cultura da Jamaica”. Por essa razão o carnaval acaba ficando para depois.

Como aproveitar a festa?

Em 2018 a cidade de Kingston terá três bandas de carnaval. Elas são a Bachannal Jamaica, Xaymaca International e Xodus Band. “Há numerosas festas associadas a cada uma delas, começando com o lançamento das bandas em novembro de 2017 até o dia da marcha nas ruas, de fato”, explica o Ministério do Turismo jamaicano. Este ano a marcha cai no dia oito de abril. A programação se intensifica nos meses de março e abril, com a aproximação do carnaval.

Todos os eventos realizados pelas bandas são pagos. Os preços variam, em média, entre US$ 45 (em torno de R$ 145) e US$ 150 (em torno de R$ 490). Mas a maioria é open bar e alguns têm, ainda, alimentação incluída. Na Jamaica não há, como no Brasil, bloquinhos gratuitos. Mas, no dia da marcha pelas ruas de Kingston, “as pessoas que não estão fantasiadas ou em uma banda de carnaval podem assistir das calçadas.”

As luxuosas fantasias comercializadas pelas bandas dão um colorido próprio à folia. Foto: Reprodução/DWP Studios by Dwayne Watkins

Quem quer glamour pode comprar, além das entradas para as festas, fantasias variadas. Cada banda é responsável por vender essas peças, que podem ser tão deslumbrantes quanto as usadas por rainhas de bateria brasileiras. Os preços são salgados e podem chegar perto dos US$ 1 mil (aproximadamente R$ 3200). Mas, para aqueles que só querem curtir a folia, elas não são obrigatórias.

História

Desde a década de 1940 os jamaicanos celebram o carnaval, ainda segundo o Ministério. Tudo começou com a abertura da University of the West Indies (UWI), com uma manifestação cultural que partiu dos estudantes vindos do leste caribenho, principalmente Trinidad e Tobago. Eles “recrearam no campus Mona os elaborados carnavais que curtiam em suas casas. Essa é uma tradição que continua no campus da UWI até hoje. Todavia, o carnaval ainda era visto como um conceito estrangeiro para o restante do público jamaicano”.

Foto: Reprodução/DWP Studios by Dwayne Watkins

Foi só no domingo, 22 de abril de 1990, que a Jamaica teve seu primeiro carnaval de verdade. Tudo porque, um ano antes, o músico jamaicano Byron Lee se uniu a alguns sonhadores para bolar “um plano para trazer a música, a energia e a vibe do carnaval de Trinidad e Tobago para a Jamaica”. De lá para cá, a festa evoluiu e se tornou um evento anual em Kingston. Depois, começou a espalhar-se para outras cidades do país.

Os ritmos

Quem vai à Jamaica para pular carnaval não deve esperar dançar ao som de samba, funk ou axé. Como explica o Ministério do Turismo jamaicano, “a natureza única do carnaval da Jamaica é a fusão da cultura e da música dos salões de baile jamaicanos às colaborações entre artistas jamaicanos e artistas de soca e calypso da região”. A soca e o calypso são ritmos próprios do leste caribenho, principalmente de Barbados e Trinidad e Tobago.

Foto: Reprodução/DWP Studios by Dwayne Watkins

Como chegar

Para ir à Jamaica como turista e permanecer no país por até 90 dias não é necessário visto. Já a vacina contra a febre amarela é obrigatória, bem como um passaporte válido. A moeda local é o dólar jamaicano.

O Viver Bem encontrou passagens de Curitiba para Kingston, capital da Jamaica, com ida no dia seis de abril e volta no dia nove, por cerca de R$ 2900. O valor é referente à data da pesquisa, feita no dia nove de março. Os voos identificados na busca são da American Airlines e da Gol + American Airlines.

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