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Em 2022, no Brasil, você podia chamar o presidente de genocida em praça pública — e nada acontecia. Era o preço da democracia, da liberdade de expressão, do debate aberto. Na Venezuela, fazer o mesmo significava risco real de prisão. Essa era a diferença entre uma nação livre e um regime que temia a própria população.
Naquele mesmo ano, o Brasil alcançava um feito histórico: encerrava 2022 com inflação menor do que a dos Estados Unidos, da França e da Alemanha. Crescia no mesmo ritmo da China. Enquanto isso, a Argentina afundava em uma hiperinflação superior a 90% ao ano, colhendo os frutos amargos de anos de irresponsabilidade fiscal e políticas econômicas populistas.
Em 2026 a Venezuela aprova uma lei de anistia ampla e geral, tentando pacificar o país, restaurar o rito democrático e reafirmar o império das leis. No Brasil, chamar o presidente de ex-presidiário — mesmo quando os fatos são públicos e verdadeiros — pode resultar em processo movido pelo próprio Estado. O que antes era liberdade, agora é risco.
Naquele mesmo ano, o Brasil alcançava um feito histórico: encerrava 2022 com inflação menor do que a dos Estados Unidos, da França e da Alemanha
E a Argentina? Surpreende o mundo. Adota uma política dura contra a inflação, promove consolidação fiscal e avança em reformas pró-mercado. O Brasil faz o oposto. Repete a velha receita do expansionismo fiscal, dos gastos sem freio, da ilusão estatista — exatamente a fórmula que nos levou à maior crise econômica da nossa história, em 2015 e 2016.
Algo muito errado aconteceu no Brasil entre 2022 e 2026. Este é um texto curto, mas profundo. Ele fala de um desastre — econômico, social, moral e institucional. Fala de um país que trocou liberdade por complacência, responsabilidade por retórica, futuro por poder. Espero que o leitor compreenda a gravidade e os riscos associados a permanecer nesse caminho — antes que seja tarde demais.




