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Sejamos honestos com os fatos. O Partido dos Trabalhadores jamais perdeu uma eleição presidencial enquanto controlava a máquina do governo federal. Em 2006, Lula derrotou Geraldo Alckmin. Em 2010, Dilma Rousseff venceu José Serra. Em 2014, mesmo diante de sinais evidentes de desgaste econômico, fiscal e institucional, Dilma superou Aécio Neves.
Aquela eleição de 2014 é particularmente reveladora. O PT já dava claros sinais de esgotamento; a economia desacelerava; as contas públicas se deterioravam; a violência crescia; e a então presidente acumulava erros políticos e declarações desconexas. Ainda assim, venceu um adversário jovem, experiente e bem-sucedido à frente de Minas Gerais. A lição foi clara: derrotar o PT no poder é extraordinariamente difícil.
À luz desse histórico, o cenário de 2026 é ainda mais desafiador para a oposição. O atual governo dispõe de instrumentos fiscais, políticos e institucionais muito mais robustos do que aqueles disponíveis em 2014. Não surpreende, portanto, que Lula apareça hoje como favorito nas análises eleitorais.
Diante dessa realidade, a fragmentação da oposição não é apenas um erro estratégico — é uma temeridade. A única estratégia plausível para vencer em 2026 é a união ampla de lideranças políticas, econômicas, sociais e intelectuais comprometidas com valores liberais e conservadores, em torno de um projeto comum, capaz de oferecer ao país estabilidade, responsabilidade fiscal e reconciliação nacional.
Essa união não apaga lideranças nem histórias. Ela reconhece a realidade do momento, a força do adversário e a seriedade do desafio que temos diante de nós. Uma derrota em 2026 não seria apenas eleitoral: significaria prolongar um modelo econômico que limita o crescimento, manter o uso do Estado como instrumento de poder e adiar, mais uma vez, a construção de um futuro de estabilidade, justiça, paz, confiança e prosperidade para o país.
A fragmentação da oposição não é apenas um erro estratégico — é uma temeridade
Não se trata de exigir unidade imediata, nem de sufocar o debate legítimo no primeiro turno. Trata-se de compreender que, ao final do processo, a convergência será indispensável. O governo já sinalizou um pacote de estímulos que deve injetar cerca de R$ 200 bilhões na economia, coincidente com uma safra robusta e o início do ciclo de queda dos juros. Entre março e junho, veremos um pico artificial de popularidade do governo atual. Resistir a esse momento exigirá maturidade política e visão de longo prazo.
Nesse percurso, surgirão vozes defendendo alianças circunstanciais em nome do chamado “pragmatismo”. A história, porém, mostra que esse pragmatismo mal compreendido já custou caro a muitas nações. O verdadeiro realismo político, neste momento, está em sustentar os valores que nos unem: liberdade, justiça, respeito às divergências e compromisso com a pacificação nacional. Não há pacificação sem anistia. Não há união sem liberdade.
Ronald Reagan costumava advertir que a liberdade jamais está a mais de uma geração de ser perdida. Em 2026, essa advertência ganha contornos concretos. A escolha diante do Brasil não será apenas eleitoral: será uma escolha entre repetir caminhos conhecidos ou reconstruir, com coragem e união, um país mais livre, mais justo e próspero.
Conteúdo editado por: Jônatas Dias Lima




