
Eu já falei aqui do absurdo discurso de Lula, em que ele culpou os endividados por suas dívidas. Já demonstrei que a culpa dos juros altos é do governo, que gasta demais, tem de botar papel no mercado para tomar dinheiro emprestado, e puxa o juro para cima, porque, se não oferecer bons juros, ninguém vai comprar os papéis do governo.
Agora vejo no Correio Braziliense uma pesquisa de duas entidades ligadas às finanças, FIA e Ibevar, mostrando que existem no Brasil quase 40 milhões de viciados em jogos de azar eletrônicos. A pressão das apostas sobre o orçamento é três vezes maior que a dos juros, e cinco vezes maior que a do crédito sobre renda. Nunca, nunca apostei nada na vida. Só apostei em mim, e ganhei sempre. É o melhor: você não joga dinheiro fora, não se vicia, investe, aposta em você mesmo e, quanto mais investe, mais consegue ampliar a renda.
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Gleisi tenta iludir brasileiro sugerindo que Lula pode baixar juros do cartão na canetada
Em uma propaganda enganosa, a ministra Gleisi Hoffmann anunciou que Lula pediu um estudo sobre os juros do crédito rotativo do cartão de crédito, que estão muito altos. Ela quer iludir as pessoas, sugerindo que Lula está preocupado com os juros e que é capaz de baixá-los. A única maneira de Lula reduzir os juros é cortando gastos do governo – extinguindo ministérios desnecessários, por exemplo. Jair Bolsonaro tinha 22, Lula tem uns 39, e ninguém notou a diferença: não melhorou nada, só gastou mais, e o governo tira cada vez mais tributos da metade do Brasil que sustenta a outra metade e o governo.
Isso não vai dar certo. Em algum momento os pagadores vão se cansar de pagar. É o que diz a Curva de Laffer: quanto mais alto o imposto, mais se desestimula o pagador de impostos, até um ponto em que ou ele produz menos para pagar menos, ou ele para de pagar. O presidente da República não tem como interferir no mercado do dinheiro ou do crédito. É a mão invisível do mercado: se há maior demanda por dinheiro, por crédito, o dinheiro se valoriza, rendendo mais juros para quem empresta, e cobrando mais juros de quem toma emprestado.
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Reitor confundiu palco com palanque e acabou vaiado
O reitor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte elogiou Lula e acabou vaiado. As pessoas até se retiraram do auditório do câmpus Zona Norte. Isso tudo aconteceu em uma cerimônia de formatura; o reitor resolveu confundir o palco com palanque, elogiou Lula, que “fez uma inflexão histórica” (seja lá o que for isso), citou Paulo Freire para dizer que “educação é ato político”.
Esse mesmo reitor já tinha dito, em outra ocasião, “sou de esquerda, sou progressista”. Mas um reitor tem de dizer “sou pelo ensino, sou pelos números, pela história, pelas humanas, pelas biológicas, pela biblioteca, pelo laboratório, pelas instalações imaculadas de uma universidade, mostrando que corações e mente também são imaculados. Isso é o que a gente tem de formar nas novas gerações”. Só que não. É deplorável o estado das instituições federais, com reitores como esse. Uns poucos aplaudiram, mas muitos se retiraram, ou vaiaram, porque não é isso que se espera de um reitor, de um magister, de alguém que se destaca e chega à reitoria de uma instituição de ensino superior.
Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos








