
A CPMI que investiga a roubalheira gigantesca de bilhões dos velhinhos da Previdência recusou a convocação do Fábio Luís, filho de Lula, chamado Lulinha. O governo se mobilizou e, por 19 votos contra 12, recusou a convocação. Assim como o irmão de Lula, o Frei Chico, Lulinha perdeu a oportunidade de ir lá e deixar tudo claro, dizer que não tem nada a ver com coisa nenhuma. É tão simples: quem está limpo, não tem o que esconder, vai lá, faz questão de ir, se escala para ir e contar tudo. Mas não: o governo, morrendo de medo, mobilizou todo mundo que pôde para impedir a convocação.
Como válvula de escape para satisfazer a opinião pública, convocaram Daniel Vorcaro, do Banco Master. Também pode ser divertido, porque é claro que vão perguntar não apenas sobre o contrato do Master com a Previdência, sobre empréstimo consignado para aposentados e pensionistas, mas sobre todo o resto: sobre as ligações com ministros do Supremo, suas famílias... esse depoimento pode ir longe - se Vorcaro comparecer, porque de repente ele consegue ir para Dubai, como estava tentando quando foi preso.
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Economia empacou no terceiro trimestre, diz IBGE
Ontem mencionei o comércio sem fôlego, e agora saiu o PIB do terceiro trimestre, confirmando tudo aquilo que eu disse para vocês. O PIB cresceu 0,1%, ou seja, está estagnado. E isso que a indústria extrativa, a produção de petróleo e gás, teve um crescimento de 11,9%. Quer dizer que o resto foi muito mal, porque, se um setor cresceu quase 12% e o resultado final foi de só 0,1%, os demais puxaram para baixo. A construção civil até subiu 2%, mas a indústria de transformação caiu 0,6%. A indústria famosa é a indústria de produtos mesmo, a que faz sapatos, roupas, motores, ferramentas, máquinas, produtos químicos, é a indústria de transformação. É ela que está sofrendo concorrência dos produtos industriais feitos na China. Como a China é boazinha!
Patrimonialismo petista destruiu as contas públicas
Falei dos problemas da economia brasileira, e o relatório do Tribunal de Contas da União sobre as contas públicas mostra que elas estão devastadas. Aí dizem que foi aprovado agora o orçamento do ano que vem, prevendo superávit. Mas o orçamento é um plano; a realidade de hoje qual é? Um déficit de dezenas de bilhões de reais. Tomaram o Estado brasileiro; apossaram-se do patrimônio do público e dos impostos do público. É o chamado patrimonialismo: a pessoa não está lá para administrar, mas para fazer o que bem entender.
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Vejam esse caso dos Correios, que estão com um rombo bilionário. Como o Tesouro Nacional viu que não tinha como avalizar R$ 20 bilhões em empréstimos para os Correios, com juros de quase 20% ao ano, agora dizem para botar a Caixa Econômica no negócio. O Banco do Brasil já estava lá no pool; a Caixa entra para ver se puxa os juros para baixo. É órgão estatal, não precisa cobrar juros; o Banco do Brasil é uma empresa de capital aberto, não dá para fazer estripulias, tem acionistas, não é só o governo federal.
Nova operação contra o PCC mostra como o crime toma conta do país
Uma operação da Polícia Civil de São Paulo contra o PCC bloqueou contas bancárias no valor de R$ 6 bilhões. Foram apreendidos 257 veículos! Eu vi a foto, os bandidos pelo jeito têm uma preferência pelos Porsche. Eles têm padarias, lojas de veículos, financeiras, 49 imóveis, três barcos. E vão dizer que o crime não tomou conta desse país? Quem deixou? Por quê? Não temos segurança pública? Não temos Justiça? Não temos políticos que fiscalizam tudo? O que estão fazendo com o nosso país? Aliás, será que ainda é nosso?
Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos

Alexandre Garcia começou sua trajetória no jornalismo na década de 70. Trabalhou na Globo, onde passou pelos principais telejornais da emissora. Hoje atua como comentarista em 32 jornais e 210 rádios. É um dos nomes mais respeitados da imprensa brasileira, por sua expertise e opiniões contundentes, exercendo grande influência na mídia nacional. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.



