
Graças à Gazeta do Povo, eu fiquei sabendo o significado na linguagem indígena de Tayayá. Significa terra da abundância. Que nome bem escolhido para aquele resort-cassino dos irmãos Toffoli. É uma reportagem turística, mostrando todos os encantos do lugar, lá no município de Ribeirão Claro, à margem do lago da represa de Chavantes. Na sede do município, o fórum tem o nome do pai do ministro Dias Toffoli, Fórum Luiz Toffoli, desde 2018. O ministro Dias Toffoli é cidadão honorário do município de Ribeirão Claro, dado pela Câmara de Vereadores. Eu acho que foram muito omissos, muito mal agradecidos, porque os reais donos, que eram donos do resort-cassino, são os donos da empresa, da pessoa jurídica, Mari DT – Marília Dias Toffoli – é José Eugênio Dias Toffoli e o padre José Carlos Dias Toffoli. Eu não entendi por que deram homenagem para o ministro.
Bom, e o ex-ministro do Supremo, ex-conselheiro do Master, ex-advogado do Master, ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, não está só. Lula sabia que ele tinha um contrato de R$ 6 milhões, recebeu R$ 5 milhões do Master. A ministra Gleisi Hoffmann revelou isso, que Lula sabia, e ele contou, quando foi escolhido ministro. Prometeu que ia se desvencilhar dos contratos, o que fez, realmente fez, deixou para o filho ou para os filhos. O pessoal pensa que está no mundo da fantasia e que as pessoas vão acreditar.
Centro abandona Lula
Bom, falemos de eleições neste ano. Com o olho na eleição, certamente, ele já disse que quer ser candidato, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que acabou com a bandidagem em Goiás, deixou o União Brasil, agradeceu o União Brasil, mas deixou o União Brasil e foi para o PSD, do Gilberto Kassab, que dizem que é a grande raposa política. Kassab, que inclusive estava lá ligado ao Tarcísio, em São Paulo. E nesse PSD, eu nem sabia que estava o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, que vão decidir quem vai ser o candidato em abril.
Aí eu pensei: “Puxa, vai embrulhar?” Parece que não, porque Lula estava apostando em ter apoio do PSD, porque o Lula precisa do centro. A esquerda sozinha não tem voto. Se a gente considerar a Câmara dos Deputados, a esquerda tem 25%, 1/4. Não chega a 1/3 da Câmara. Lula, para aprovar alguma coisa, precisa dos votos do Centrão, do PSD. Então, a ida do Caiado para lá é uma garantia de que o PSD não vai ficar do lado do Lula. E, se houver segundo turno, é a união da direita, como está querendo o André Ventura lá em Portugal, como aconteceu em Honduras, como aconteceu no Chile. O Kast assume agora, no mês de março.
Reprovação bate recorde
E a coisa não está bem para o Lula, porque as pesquisas mostram cada vez mais desaprovação e cada vez menos aprovação. Na pesquisa anterior estava 39% de aprovação e 50% de reprovação. Agora, 57% de reprovação do governo Lula e só 34% de aprovação, já no ano eleitoral. E é a economia que está mostrando isso. As pessoas sentem com todos os favores, com o dinheiro, o seu dinheiro, o meu dinheiro, dos nossos impostos, que Lula está fazendo bondades com o nosso dinheiro. É uma coisa estranha, porque a lei eleitoral diz que a compra de voto é crime eleitoral.
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Agora saiu a Selic, está confirmado, continua, 15% a taxa básica de juros, porque o Banco Central está vendo que há pressão inflacionária, que é desequilíbrio das contas públicas, cada vez mais dívida pública, cada vez mais juros. O governo tem que pagar, senão não vai ter dinheiro, porque gasta demais e investe de menos em serviços públicos que deveriam ser entregues a troco dos impostos, mas os impostos estão sendo usados para propaganda. O governo que precisa de propaganda é porque não tem bons serviços públicos.

Alexandre Garcia começou sua trajetória no jornalismo na década de 70. Trabalhou na Globo, onde passou pelos principais telejornais da emissora. Hoje atua como comentarista em 32 jornais e 210 rádios. É um dos nomes mais respeitados da imprensa brasileira, por sua expertise e opiniões contundentes, exercendo grande influência na mídia nacional. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.



