
Flávio Bolsonaro já esteve no Oriente Médio, nos Estados Unidos, e agora está na França. O objetivo dele é se tornar conhecido no mundo. É como se dissesse “não sou apenas o filho de Jair Bolsonaro; sou um senador da República que representa o estado do Rio de Janeiro, estou cumprindo o meu mandato e quero ser mais conhecido”. Ele fez contatos com a droite francesa, a direita, políticos, deputados, gente com e sem mandato, lideranças tradicionais, partidos de centro e centro-direita. Deu entrevistas, participou de eventos, se expôs bastante. Fez isso tudo em dois dias, desde domingo, como já tinha feito em Israel, na Arábia Saudita, nos Estados Unidos – todos sabem que ele já circulou na Casa Branca, inclusive.
O senador deu entrevistas na televisão francesa e foi perguntado sobre o Judiciário brasileiro, sobre as perseguições políticas, sobre a censura, sobre o bloqueio de redes sociais, sobre o pai dele e o julgamento que o condenou, sobre o julgamento político de manifestantes do 8 de janeiro. Flávio Bolsonaro foi perguntado sobre Emmanuel Macron e respondeu que ele é um péssimo presidente – e disse isso lá na França! Teve um bom desempenho e, por coincidência, está subindo nas pesquisas aqui no Brasil.
As armadilhas escondidas nas pesquisas
Eu não acredito muito em pesquisas; pode ser até que a pesquisa esteja inflada para convencer a direita e centro-direita a escolher Flávio Bolsonaro, porque Lula estaria achando que derrotar Flávio seria mais fácil que enfrentar um político experiente como Ronaldo Caiado, governador de Goiás; ou um político popular, como está sendo Ratinho Júnior, do Paraná; ou um político com toda a “mineirice” e a sabedoria de um Romeu Zema; ou um político da centro-esquerda, como Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul.
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É muito cedo para acharmos que pesquisas estão consolidando alguma coisa. Mas, por outro lado, as pesquisas também induzem os partidos a adotarem os candidatos que aparecem como mais viáveis para conduzir o partido ao poder. Afinal, partido político sem querer poder não é partido político. O objetivo de todo partido político é tomar o poder pelas eleições, que é diferente de ganhar a eleição, como diria José Dirceu.
Economia continua a complicar o governo Lula
Está jogando contra a candidatura Lula o labirinto em que ele se encontra. Falo disso no meu artigo publicado esta semana. A política econômica do atual governo criou uma esfinge que não conseguiu decifrar; e agora está em um labirinto – são duas lendas da mitologia grega. No labirinto, a pessoa se perdia lá dentro e era pega pelo Minotauro, a menos que fosse um Teseu, usando o fio de Ariadne para poder voltar à luz. Javier Milei está conseguindo isso lá na Argentina, pegando e consertando uma economia que não proporcionava futuro nenhum para o país. Mas aqui? Aqui a inflação de janeiro foi o dobro da inflação de janeiro do ano passado.
Estamos pagando por ano R$ 1 trilhão em juros da dívida pública; são os papéis que o governo precisa colocar no mercado para ter dinheiro, porque gasta além do que arrecada. Ele está arrecadando muito, e todos estão pagando impostos para sustentar benefícios sociais que o governo considera moeda eleitoral. Lula mesmo confessou isso quando disse que “90% dos evangélicos recebem benefícios do governo, mas não votam no governo”. Ele acha que benefício é para a pessoa votar no governo. Por isso que, na campanha, espalham que, se o adversário for eleito, vai acabar com o Bolsa Família. Essa mentira virá, sem dúvida.
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Drone nacional é orgulho para o país
Um orgulho para o nosso país: a Força Aérea Brasileira fechou um contrato com a Stella Tecnologia, que é uma empresa nacional, para fazer drones para a Força Aérea. Drone é muito mais barato que um caça Gripen – e muito mais prático, como a Ucrânia está mostrando, dizimando as forças militares russas nesta guerra que já vai para quatro anos, mas que os russos diziam que duraria três semanas. E faz isso com drones, existe até um jogo com contagem de pontos: o soldado ucraniano ganha pontos e pode comprar drones mais poderosos, que estão sendo fabricados aos milhares. Salvar uma vida ganha mais pontos que matar um soldado, aprisionar um soldado ganha mais pontos que matar um soldado inimigo, destruir um tanque dá muitos pontos.
A Ucrânia está ensinando uma nova guerra com drones, e o Brasil está entrando nisso, usando drones para defesa, observação aérea, combate ao crime, policiamento de fronteiras. Temos até um drone a jato, o Albatroz – ainda bem que botaram um nome brasileiro, porque os fabricantes são brasileiros: tanto a Stella, que faz o avião em si, quanto a produtora da turbina a jato. O teste foi feito em dezembro, na base de Santa Cruz, e saiu tudo perfeito. Um orgulho em uma área que não é cara, que é lógica, é absolutamente moderna e está mostrando que pode não estar ganhando guerras ainda, mas está detendo os russos.
Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos




