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A chamada “dama do tráfico” amazonense, esposa de líder do Comando Vermelho, foi recebida duas vezes neste ano por assessores do ministro Flávio Dino.
A chamada “dama do tráfico” amazonense, esposa de líder do Comando Vermelho, foi recebida duas vezes neste ano por assessores do ministro Flávio Dino.| Foto: Tom Costa/MJSP

O ministro da Justiça, Flávio Dino, está se incomodando por ter de dar explicações sobre várias audiências ocorridas em março e maio, e que agora vieram à tona. Acho que estão fazendo muito barulho por nada, mas mesmo assim o Ministério da Justiça decidiu fazer uma seleção mais rigorosa das pessoas que entram lá. Quem esteve nessas audiências com o secretário de Assuntos Legislativos, o secretário nacional de Políticas Penais e a ouvidora de assuntos ligados a presídios era a primeira-dama do tráfico da Amazônia, mulher de um chefe do Comando Vermelho, e que fora condenada a dez anos de prisão. Ela estava integrando um grupo chamado Associação Instituto Liberdade do Amazonas, que estava lá discutindo condições das prisões no estado. Por isso acho que estão fazendo muito barulho por nada. Mas, como houve aquele ato anterior do ministro entrando na favela – ou “comunidade”, como diz o eufemismo politicamente correto – onde ninguém entra, isso ajudou a fazer o barulho.

Candidato quer que Enem avalie seu conhecimento, não sua ideologia

A afluência ao Enem caiu mais ainda. No primeiro domingo, houve 28% de ausência; agora, foi quase um terço, 32% – ou seja, de cada três inscritos, um deixou de ir. Se 4 milhões se inscreveram, um terço disso dá 1,3 milhão de candidatos que não foram. Quando vê que o que se está pedindo no Enem é incompreensível, a pessoa desiste. Os militantes, que querem colocar a ideologia fanatizada, cega e irracional na prova, esqueceram a finalidade do Enem, que é avaliar a condição do candidato de entrar numa faculdade, avaliar sua cultura geral e conhecimento de ciências, matemática, ciências exatas e ciências sociais. Em vez disso, estão fazendo uma espécie de quebra-cabeça ideológico.

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Politização da saída de brasileiros de Israel e Gaza só atrapalha

Estava conversando nesta segunda-feira com um embaixador brasileiro – brilhante, por sinal –, e ele lamentou a politização da saída de brasileiros de Israel, e principalmente de Gaza. Politizaram discursos, declarações políticas, uma atrás da outra, e isso poluiu o ambiente diplomático de negociações, porque envolve um grupo terrorista cruel. Em 13 de novembro fez oito anos que terroristas islâmicos mataram 130 pessoas em Paris em uma única noite, arrancaram olhos, tripas, órgãos genitais das vítimas, colocavam nas bocas delas, e fotografaram e filmaram tudo para mandar ao Estado Islâmico. Então é tudo bastante problemático e delicado.

O Hamas domina a Faixa de Gaza e tem a desconfiança até do Egito, que faz fronteira com Gaza. O avião brasileiro estava esperando no Egito, mas o Egito não abriria fronteira para deixar o Hamas fugir dos israelenses e poluir o Egito com terrorismo. Isso já aconteceu em 1982: eu estava no Líbano e vi quando entraram os terroristas, inclusive usando túneis – eu cheguei a estar dentro de um deles –; dali eles fugiram para a Europa e começou o terrorismo por lá. Mas, enfim, chegou o avião com 22 brasileiros que estão na faixa de Gaza e mais dez palestinos: três alegando que têm parentes aqui e queriam sair de lá, e sete que já estavam com trâmite de migração para o Brasil.

Conteúdo editado por:Marcio Antonio Campos
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