
Vocês se lembram de quando Alexandre de Moraes era muito forte? Tudo o que ele mandava para a Procuradoria-Geral da República vinha exatamente como ele queria. Agora, não mais. Ele quis abrir uma investigação contra o ministro André Mendonça, com base em um relatório de inteligência da Polícia Federal, e a PGR respondeu que isso não era base para abertura de inquérito. Relatório de inteligência às vezes não tem nem a informação não confirmada, às vezes não é nem informe, está mais para palpite, ou seja, fofoca. É um estudo de alguém que pegou um suposto fato, tirou ilações daquilo e fez projeções apenas para prevenir. Pode ser importante, pode ser realista, mas também pode ser uma viagem de quem produz. E a PGR disse que aquilo não servia para abrir uma investigação. Parece que os ventos estão mudando.
Uma esperança para as famílias perseguidas pelo ambientalismo radical no Pará
Flávio Bolsonaro esteve em Marabá, no Pará, estado onde Dr. Daniel foi eleito governador. Existe uma perseguição enorme aos produtores, principalmente ao pequeno produtor, no Pará. As famílias foram assentadas pelo Incra há 20 anos, 30 anos, e depois disso inventaram reservas indígenas; quem estava instalado lá, produzindo, está sendo expulso com uma crueldade incrível. Parece que isso vai acabar, e Flávio falou disso. Também estava lá meu amigo Vinícius Borba, que vai ser o secretário de Estado do Meio Ambiente. Ele foi advogado daqueles injustiçados por órgãos federais de ambientalismo fanático.
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Os ambientalistas não sabem que a posse do país é feita pelo pé do brasileiro. Assim como a expansão do país veio pela pata do boi e pelo pé do garimpeiro, assim é a presença na Amazônia. Nenhuma Farc vai se meter na Amazônia se houver uma aglomeração urbana, um lugar de produção econômica. Mas insistem em criar prejuízo para as ferrovias, para os assentamentos agrícolas... é possível manter essas atividades sem haver prejuízo ambiental; isso é facilmente resolvido.
Lula segue comprando votos na certeza de que não será punido
Lula está agindo no desespero, mas também está absolutamente confiante na impunidade, acredita que pode praticar crimes eleitorais sem o menor problema. O artigo 299 do Código Eleitoral diz que é crime eleitoral dar ou prometer qualquer benesse com vistas ao voto, mas Lula acabou de antecipar o pagamento do Bolsa Família, que será pago até quarta-feira. Para disfarçar, decidiu que o pagamento também será adiantado em novembro e dezembro, e justificou a decisão alegando “efeitos do El Niño”. Quem é El Niño? Tem um “piá” aí que é o Nikolas, mas não é o niño.
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Lula já prometeu dar R$ 5 mil para cada microempresário – são 17 milhões de MEIs no país. Prometeu perdoar R$ 15 bilhões em dívidas de 3,6 milhões de MEIs que também são eleitores. Os outros, que fizeram esforço para pagar os impostos religiosamente, estão reclamando, sentindo-se enganados, dizendo que não deviam ter pago os impostos.
Pois é isso que Lula está fazendo, estimulando as pessoas a não pagar imposto, na esperança de que, se houver mais um governo dele, elas serão perdoadas. Assim como o Bolsa Família estimula o ócio. Está faltando mão de obra no Nordeste, por exemplo na colheita das frutas, que exige trabalho manual; as pessoas preferem não fazer nada e ficar ociosas. E não é só no Nordeste: esse problema também existe na região cafeeira do Sul de Minas, para a colheita do café. É como o próprio Lula disse na frase final do debate com Flávio: “Nesse quarto mandato, a gente vai dizer ‘o Brasil acabou’”.
Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos

Alexandre Garcia começou sua trajetória no jornalismo na década de 70. Trabalhou na Globo, onde passou pelos principais telejornais da emissora. Hoje atua como comentarista em 32 jornais e 210 rádios. É um dos nomes mais respeitados da imprensa brasileira, por sua expertise e opiniões contundentes, exercendo grande influência na mídia nacional. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.



