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Alexandre Garcia

Alexandre Garcia

Caso Master

Sem relatório da CPMI do INSS, resta esperar pela delação de Vorcaro

CPMI do INSS
Relatório do deputado Alfredo Gaspar com mais de 4 mil páginas e que pede o indiciamento de 218 pessoas por participação no esquema não foi aprovado (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)

Não foi aprovado o relatório da CPMI dos R$ 6, 5 bilhões tirados de aposentados e pensionistas do INSS. Recorreu-se ao Supremo, já que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre estava torcendo para acabar tudo. Alcolumbre não quer nenhuma investigação sobre o Banco Master. Eu não sei se conseguem fazer no Senado alguma coisa para substituir um presidente que está imobilizado pelo Master; não sei se está em pânico ou quê. Mas, enfim, não foi aprovado o relatório. Os que queriam a aprovação fizeram 12 votos e os outros 19.

Mas a gente sabe os nomes dos envolvidos. Estão lá: Lulinha, Lewandowski, o filho do Lewandowski, Toffoli, Moraes, a mulher do Moraes, Viviane, o Carlos Lupi, que já foi ministro da Previdência, o senador Weverton Rocha e, enfim, um monte de gente, outros menos conhecidos. Mas esses nomes estão agora e vieram à tona na comissão e na hora da delação premiada de Vorcaro ou de outros, os nomes estão ali. Quem for colher a delação premiada vai perguntar: "Qual é a sua relação com o filho de Lewandowski? Qual é a sua relação, senhor da Fictor, que também vai fazer delação premiada, e a sua relação com o Lulinha naquela consultoria?". É isso que vai acontecer.

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Os desdobramentos da prisão domiciliar de Bolsonaro 

O Flávio Bolsonaro, que se inscreveu como advogado do pai dele, vai poder ir todos os dias visitar o pai por meia hora. Não pode mais do que isso, segundo o juiz que foi vítima, foi, de certa forma, promotor, foi julgador e agora é juiz de execuções criminais, Alexandre de Moraes. Os outros filhos não, só vão poder visitá-lo às quartas e sábados. Os outros filhos, à exceção de Eduardo, que está nos Estados Unidos e não pode vir ao Brasil, senão Moraes vai prendê-lo. 

A respeito disso, houve uma imagem escandalosa de invasão de privacidade, inclusive da intimidade. A senhora Michelle estava de cócoras, numa posição que esticou a roupa, o ex-presidente da República brincando com os cachorros, e um drone filmou tudo e divulgaram. Estava proibido. A proibição de Moraes, que nunca foi juiz antes, gera essa confusão. Se fosse Fux, que é juiz de carreira, saberia o que fazer. Fez proibições pegando outras pessoas que não têm nada a ver. 

Será que Bolsonaro seria punido com volta à prisão em regime fechado se alguém filmasse? Porque ficou essa dúvida do jeito que estava lá. Não pode filmar, não pode colher nenhum som de Bolsonaro, mas o sujeito vai lá com drone. Agora, Moraes reforça a proibição dizendo que drones não podem ir num raio de 100 metros. Eu nem sei se uma boa lente não pode dar um zoom a mais de 100 metros. Tem mais essa também, mas, enfim, aqui no Brasil está podendo tudo, inclusive tendo que fazer proibições recorrentes.

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Vorcaro e as ligações com ministros do TCU

Tem uma investigação interessante sobre Vorcaro agora. Me chamou a atenção, pouca gente noticiou isso, que a polícia está investigando se houve pelos telefones algum contato de Vorcaro com algum ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Muito interessante isso, porque teve ministro do TCU agredindo o Banco Central, impondo coisas no Banco Central, e ficou uma coisa no ar.

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“Os medos que vi na vida” 

Eu queria concluir porque vi um artigo de um biólogo no Estadão de domingo. O biólogo é o Fernando Reinach, sobre os medos que ele viu na vida. Quando ele era menino, era medo de holocausto nuclear. Depois veio o medo da superpopulação. Eu lembro disso, do Clube de Roma nos anos 60: "Ah, nós vamos morrer de fome porque a população está crescendo muito e aí vai ser tantos bilhões de população, não vai ter água nem comida". Depois veio o aquecimento global, que está falando principalmente sobre a mentira da fome. Depois, estamos ainda com essa história de aquecimento global. Eles estão meio envergonhados com isso. 

Veio o coronavírus também, que foi explorado para dar pânico nas pessoas. Aí eu vi aqui que na Antártica — Antártica é o Polo Sul, é o continente do Polo Sul; lá no Polo Norte não tem continente nenhum, é o oceano gelado — furaram 523 metros de gelo e encontraram provas de que havia naquele mesmo lugar água líquida e não gelada, não sólida. Quando a água está gelada, ela está sólida; tem que degelar. Então o mundo já foi muito mais quente. Na verdade, o mundo esfriou e, como a gente sabe (acabei de falar em alimentação), o que derruba as colheitas é o frio e não o calor. O calor faz a semente brotar. 

Só para registrar o agro, que é o esteio do Brasil: olha a queda aqui de quase 20% na produção de amendoim. No ano passado foi 1,3 milhão de toneladas, agora 1,1 milhão toneladas, geralmente dos estados do Sul. 

Conteúdo editado por: Aline Rechmann

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