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Alexandre Garcia

Alexandre Garcia

Eleições

TSE continua empenhado em prejudicar Deltan Dallagnol 

Decisão liminar suspende campanha do ex-procurador da Lava Jato ao Senado; caso será julgado pelo plenário do TSE.
Deltan Dallagnol (Novo), candidato ao Senado pelo Paraná, teve a campanha suspensa. (Foto: Reprodução/RPC TV)

Mais um absurdo no TSE, com uma decisão por 5 votos a 2 suspendendo a campanha de Deltan Dallagnol para o Senado. Parece emocional, questão de ódio. Em 2022, ele foi o candidato a deputado federal mais votado do Paraná, e desde então decidiram cassar os votos dos seus eleitores – porque não é só o candidato ou detentor de mandato que é cassado: seus eleitores também são. Fizeram com ele o que aparece em filmes como Minority Report, em que encontram um modo de saber que o sujeito vai cometer um crime daqui a 15 anos, então ele já é preso antecipadamente para evitar que cometa o crime. Dallagnol pediu demissão do Ministério Público, e por isso os ministros do TSE concluíram que, se ele não pedisse demissão, seria punido. Já sabiam o resultado de um inquérito administrativo que ainda teria muitas discussões. E, com isso, ele já “perdeu” uma eleição.

Tiraram os votos dos eleitores paranaenses em 2022, e agora estão tirando a possibilidade de Dallagnol continuar fazendo campanha. Os dois votos vencidos foram do presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, e do vice-presidente, André Mendonça. A Justiça Eleitoral também tem de ser isenta, como qualquer outra Justiça.

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Tragédia com helicóptero matou o cantor Rick

Que triste a notícia da queda do helicóptero do Rick em Santa Catarina. Morreram ele e mais quatro pessoas; o tempo inclemente e o terreno muito acidentado atrasaram as buscas. Eu fico pensando sobre o helicóptero; já viajei muito de helicóptero, mas eu evito porque é um aparelho de asa móvel. A asa vai rodando, dando impulso e sustentação. Eu perguntei para um amigo meu, piloto de helicóptero, como a aeronave se sustenta se o rotor para. Ele respondeu que sim, o helicóptero se sustenta, e disse: “a gente embica o nariz do helicóptero em direção ao chão, para ganhar velocidade, e assim ganhamos sustentação, porque as hélices ficam soltas, vão girar e vão sustentar”. Mas não é uma manobra fácil; depende muito do vento e de outros fatores. No caso do Rick, provavelmente, isso não foi possível.

Helicóptero também me lembra Alexandre de Moraes. Ele e a mulher usam – ou usavam – um helicóptero deles e de Daniel Vorcaro. Eles tinham cotas para se deslocar de um aeroporto todo luxuoso, de executivos internacionais, que fica a 60 km de São Paulo. Quando chegavam lá, o helicóptero do qual eles tinham cotas junto com o Banco Master os levava.

Nova enchente no Rio Grande do Sul era mais que esperada

Uma tragédia óbvia, esperada, porque não fizeram o que deveriam ter feito, é a nova enchente do Rio Taquari. Passei boa parte da minha vida em cidades cortadas por esse rio: Encantado, Lajeado, Estrela, Muçum, Arroio do Meio, Roca Sales. Ele começa com o nome de Rio das Antas, e muda de nome perto de Muçum. Cada vez que há uma enchente – e isso acontece desde 1940 –, a água vai derrubando as margens, assoreando o rio, enchendo a calha, e o rio fica cada vez menos capaz de comportar água. Então, a água sobe mais. É como botar areia em um copo: você tem um copo com água pela metade, e começa a botar areia; uma hora, vai transbordar. O Rio Taquari está assim.

Toda essa areia, barro e pedra vai parar no Rio Jacuí, que por sua vez joga tudo no Guaíba, e dali para a Lagoa dos Patos. E vai continuar assim enquanto não tomarem a providência de raspar o fundo do rio. Os ambientalistas não deixam, porque é onde os peixes procriam? Mas daqui a pouco nem vai haver mais água para o peixe procriar, porque o rio está cada vez mais assoreado. No próprio estuário do Guaíba – que hoje chamam de “lago” –, as pessoas estão caminhando no meio do rio, mal e mal tem um canal por onde entram cada vez menos navios de menor calado, prejudicando o porto de Porto Alegre. É tudo óbvio, mas ninguém faz nada. O Estado brasileiro não faz o óbvio.

Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos

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