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Cachorrinha morre em pet shop

Divulgação
Um dos casos investigados, foi a da cachorrinha Mia, morta em um pet shop de Curitiba

A cachorrinha Mia, da raça yorkshire, foi levada ao pet shop dia 17 de setembro de 2011 e acabou sendo morta, depois de ser agredida por um funcionário do estabelecimento, contam os donos Bruno e Janis. O funcionário disse que se sentiu ameaçado porque Mia estaria tentando mordê-lo.

O petshop arcou com os prejuizos financeiros doando um outro cachorinho para o casal.
“[A doação não chega] nem perto de amenizar a dor da perda, sem permitir que saibamos a verdade através do vídeo da câmera de segurança”, dizem.

Qual sua opinião sobre a história da Mia?
Você já enfrentou problemas no pet shop?

**** Atualização

A reportagem de Felippe Anibal, publicada neste link e reproduzida abaixo, traz mais informações sobre o caso.

Polícia investiga morte de cachorrinha em pet shop

Cãozinho da raça yorkshire morreu por traumatismo craniano. Dono de pet shop e funcionário que teria agredido a cadelinha foram intimados a prestar depoimento

Felippe Anibal

A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente iniciou investigações sobre a morte de uma cachorra da raça yorkshire, ocorrida dentro de um pet shop de Curitiba. A cadelinha – que tinha seis anos e se chamava Mia – morreu na tarde do dia 17 de setembro, uma hora depois de ter sido deixada pelos donos no estabelecimento, para banho e tosa. A principal suspeita é de que um funcionário tenha agredido o animal.

O caso foi levado à polícia pela dona da cachorra. De acordo com um laudo veterinário, a yorkshire morreu por traumatismo craniano, em função de um golpe desferido com uma rasqueadeira (uma espécie de escova). A cadelinha teve edema e sangramento na cabeça e sofreu parada cardiorrespiratória.

A estudante Janis Emanuele dos Santos, de 17 anos, que era dona do cãozinho, contou que levou Mia ao Pet Show, que fica no Angeloni, no bairro Água Verde. No fim da tarde, ela recebeu uma ligação da veterinária que atende no pet shop, informando que “um acidente” havia acontecido. “O corpinho da Mia estava deitado em uma maca, com uma toalha em cima. A veterinária estava chorando muito”, contou Janis.

Segundo a adolescente, a veterinária contou que o funcionário que faria a tosa na cadelinha se sentiu ameaçado e bateu na cabeça do animal com o cabo da rasqueadeira. “Foi um choque, porque ela era muito companheira. Ela era tão quietinha, que eu a levava na aula de inglês. Só de falar, já dá vontade de chorar”, lamentou Janis. A Gazeta do Povo tentou entrar em contato com o pet shop, mas como já passava das 18 horas, ninguém atendeu as ligações.

A cachorra foi cremada e as cinzas foram devolvidas no dia 19 de setembro à dona, em um envelope. O pet shop deu à estudante um outro cão da mesma raça. “No desespero eu aceitei essa outra cachorrinha, mas por não querer ficar sozinha. Mas não vai substituir a Mia”, disse a jovem.

O superintendente da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, Ivan José de Souza, disse que os donos da cachorra foram ouvidos. O dono do pet shop e o funcionário que teria agredido o cãozinho foram intimados a se apresentar na quarta-feira (28) à polícia, para prestar depoimento. Ambos podem ser responsabilizados criminalmente pela morte do animal. “Por enquanto, só temos a versão dos denunciantes. Precisamos ouvir os outros envolvidos para, só então, definirmos o que será feito”, explicou Souza.

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