

O escritor gaúcho Altair Martins, e a cidade de Guaíba, ao fundo.
O escritor gaúcho Altair Martins talvez não soubesse, mas em 2002, quando começou a escrever o romance A Parede no Escuro, estava começando a produzir uma obra-prima.
O Altair digitava uma frase, e o teclado do computador, se pudesse, dizia, em silêncio: gênio, gênio, gênio.
Uma página finalizada, e o teclado do computador, todas as teclas, se pudessem, teriam batido palmas. Apupos. Palmas. Gritos de viva.
O Altair entrou no programa de mestrado, da UFRGS, para estudar como trabalhar com vários narradores. E seguiu a escrever.
O livro ficou pronto, foi editado pela Record e recentemente faturou o Prêmio São Paulo de Literatura.
Hoje, terça-feira, 18 de agosto, saiu uma matéria e um comentário que fiz sobre o Altair Martins e seu livro genial na edição impressa da Gazeta do Povo, e também na versão da internet.
A ficção de Altair Martins é ousada, experimental, um tanto difícil – mas é a mais perfeita possível para 2009. Dialoga com essa polifonia que é a vida, cheia de canais, ruídos e conversas cruzadas, chamadas telefônicas, e-mails que chegam etc.
O Altair não sabia, de fato, mas estava fazendo uma obra de arte, uma obra-prima, lá em 2002. O acaso dava as mãos a Altair.
Antes do prêmio, pouco foi escrito a respeito dele e desse livro magnífico.
Se você está com dúvida: que livro eu deveria ler agora?, não hesite. A Parede no Escuro é uma das opções mais interessantes do presente (e, talvez, do futuro, de todos os tempos).
O Altair me disse, em meio a tantas frases certeiras, que são os pais, e não os professores, nem os alunos tampouco o governo, os responsáveis pela falência do sistema educacional brasileiro.
Que tal?



