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Geração Z é mais pragmática que os millennials com consumidores menos otimistas
| Foto: Priscilla Du Preez/Unsplash

Muita gente acredita que a Geração Z, conhecidos como os primeiros nativos digitais e que é formada por pessoas nascidas entre meados da década de 1990 e 2009, é apenas uma versão mais jovem da geração millennials - nascidos entre 1980 e meados de 1990 -, mas isto não é verdade.

E se você sempre pensou nos consumidores latino-americanos como otimistas, sinto dizer, mas é outra premissa equivocada. As últimas pesquisas sobre o sentimento do consumidor mostram o contrário.

É o que indicam estudos da consultoria global McKinsey, apresentados através de um podcast recente intitulado “McKinsey on Consumer and Retail”.

Programa é apresentado pela editora-executiva do escritório da McKinsey em Nova York, Monica Toriello, e traz como convidadas para falar sobre essas duas realidades, da geração Z e do consumidor latino-americano, as sócias do escritório da consultoria em São Paulo, Tracy Francis e Fernanda Hoefel.

Tracy lidera a frente de varejo e bens de consumo na América do Sul e Central. Já Fernanda é responsável pela vertente de insights do consumidor da McKinsey na América Latina.

Um dos principais pontos sobre a Geração Z trazido por Fernanda Hoefel é que a Geração Z é formada por pessoas que não se identificam com rótulos prontos. Para elas, é mais importante se conectar com a essência do que são e com a realidade do que veem nas coisas. Eles são diferentes dos millennials.

Então, quando falamos sobre essa faixa etária, é essencial ter em mente a força que tem para eles o senso de comunidade. E eles se sentem à vontade conectando-se a diferentes comunidades, dependendo de seus interesses e das causas que elas apresentam. Para as marcas que desejam conquistar seus corações, é preciso propor o diálogo. Não se trata de lutar ou expressar seu ponto de vista de uma forma impositiva.

Já sobre os estudos relacionados ao temperamento de consumo dos latino-americanos, Tracy Francis os sumariza a partir de três pontos principais. Ela comenta que a primeira coisa a se considerar é que a transformação digital se acelerou nos últimos meses. E que o desafio das empresas agora é crescer de forma sustentável digitalmente.

O segundo ponto exposto é que algumas mudanças têm sido notadas, como, por exemplo: pessoas migrando de grandes centros para cidades do interior, demandas crescentes envolvendo sustentabilidade e ética, opção por marcas mais baratas e uma maior necessidade de negociar preço, mas ainda é incerto se estas alterações serão ou não duradouras. E houve indiscutivelmente queda no consumo, mas a estimativa de quanto tempo demorará para que o volume de compras seja restaurado depende do subsetor de atuação.

Por fim, o fator humano. Todos sabemos que as pessoas estão exaustas e amedrontadas por conta da pandemia em todo o mundo. E na América Latina não é diferente. CEOs e altos executivos do subcontinente estão cada vez mais se voltando para a sua força de trabalho e observando este comportamento.

Líderes precisam, mais do que nunca, cuidar da segurança e saúde das pessoas. Ao mesmo tempo, há dois movimentos: empresas que estão optando por estender o home office de maneira integral e companhias que trarão de volta os colaboradores para sua rotina presencial, assim que possível. Mas fica o questionamento: como fazer isso em um momento no qual a maioria das escolas permanecem fechadas? Como colocar isso em prática sem prejudicar o dia a dia das famílias? São questões absolutamente espinhosas e prioritárias que tirarão o sono dos líderes de Recursos Humanos.

A conclusão que fica, prossegue Tracy, é que, neste cenário, a liderança autêntica é mais importante do que nunca para cultivar o envolvimento de seus colaboradores e construir um ambiente seguro e estável. O segundo grande pilar é a transformação digital. Ela precisa ser palavra de ordem neste momento, para acelerar processos e otimizar serviços. Para Fernanda Hoefel, a pandemia deixou nítido que o mundo mudou e que as empresas precisam se modificar muito rapidamente para se adaptar a essa mudança. Um senso de urgência é imprescindível neste momento. E que venha 2021.

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