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Há exatos dois anos, o Grupo Rede Amazônica teve uma iniciativa de grande relevância informativa: criou uma agência de notícias sobre a Amazônia, a Amazon Agency. Com conteúdos exclusivos e foco no mercado internacional, a Amazon Agency oferece uma cobertura completa sobre os principais assuntos relacionados à região.
Como conselheiro do Grupo, participei do projeto com grande entusiasmo. Estou convencido da importância da Amazônia para o Brasil e para o mundo. Daí a urgente necessidade de oferecer uma informação verdadeira e de alta qualidade técnica e ética sobre o fascinante continente verde.
O CEO do Grupo Rede Amazônica e um dos idealizadores do projeto, Phelippe Daou Junior, comentou que a Reuters, maior agência de notícias do mundo, foi a primeira parceira da Amazon Agency. “O grande objetivo pensado há dois anos foi o de levar a Amazônia para o mundo, mas com a visão de quem vive aqui”, afirmou Daou. Atualmente, a Associated Press também se associou ao projeto.
Afiliada da Rede Globo, a Rede Amazônica está presente com televisão, rádio e internet em cinco estados da Região Norte: Amazonas, Amapá, Roraima, Rondônia e Acre. Também está presente no Pará, com a CBN Amazônia. A Amazon Agency, ancorada na forte credibilidade do Grupo Rede Amazônica, conta com estrutura e equipe próprias: coordenador, produtores, pauteiros e editores de imagens. Também possui ferramentas tecnológicas que possibilitam a captação de conteúdo e o cadastro de profissionais freelancers (jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas, vídeo repórteres).
Muitos interesses, dentro e sobretudo fora do Brasil, têm tecido narrativas enviesadas sobre a Amazônia
O site oficial da agência tem o portfólio de conteúdos e notícias que o mundo pode acessar. Oitenta e sete países já fizeram downloads de matérias produzidas pela agência.
A Amazônia, carregada de desafios e de imensas oportunidades, não tem tido uma informação confiável e profunda. Muitos interesses, dentro e sobretudo fora do Brasil, têm tecido narrativas enviesadas sobre a região.
Como diz Aldo Rebelo, ex-ministro da Defesa e profundo conhecedor da região, “a Amazônia é dos amazônidas e dos brasileiros”. Não pode ser sequestrada pela cobiça internacional e pelo descaso dos governos. Preservar o meio ambiente é uma necessidade. Mas promover o desenvolvimento é um dever humanitário essencial. Não é aceitável que milhões de brasileiros vivam sem saneamento básico, saúde e educação. Chegou a hora de unir os brasileiros na construção de uma magnífica causa: a soberania e o desenvolvimento da Amazônia. E isso passa, sem dúvida, por informação de credibilidade. Eis aqui, amigo leitor, a motivação central da Amazon Agency.
Em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou a atuação das organizações não governamentais (ONGs) na Amazônia, Aldo Rebelo afirmou que convivem na região três Estados paralelos: o primeiro seria o oficial, das prefeituras, estados e União, com suas agências e órgãos; o segundo seria o do crime organizado e narcotráfico; e o terceiro é o que ele chama de “Estado paralelo das ONGs”.
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Existem, por óbvio, ONGs sérias, que desenvolvem um bom trabalho. Outras, no entanto, são apenas instrumentos de interesses internacionais. “Não é pelo meio ambiente que a Amazônia está em evidência. É pelos nossos bens”, enfatizou Rebelo.
É preciso superar vetos absurdos ao desenvolvimento da região. Basta pensar na paralisação das obras da Ferrogrão, projeto ferroviário que prevê a ligação entre Sinop, no Mato Grosso, e o porto de Miritituba, no Pará. Uma decisão monocrática – mais uma canetada de gabinete – impediu, já lá se vão cinco anos, a abertura de um importante corredor para exportação de grãos. Tudo isso, de modo respeitoso, deve ser objeto de um jornalismo investigativo sério e responsável.
A Amazônia reclama comunicação de qualidade. Quem informar com seriedade será bem percebido pela sociedade. Vivemos um momento disruptivo e de desintermediação. Todos, sem exceção, percebemos que chegou, para o jornalismo, a hora da reinvenção.
Chegou a hora de unir os brasileiros na construção de uma magnífica causa: a soberania e o desenvolvimento da Amazônia
A sociedade está cansada do clima de militância que tomou conta da agenda pública. Sobra opinião e falta informação. Os leitores estão perdidos num cipoal de afirmações categóricas e pouco fundamentadas, declarações de “especialistas” e uma overdose de colunismo. Um denominador comum marca o achismo que invadiu o espaço outrora destinado à informação qualificada: radicalização e politização. Trata-se de um fenômeno generalizado.
O jornalismo reclama alguns valores essenciais: amor pela verdade, paixão pela liberdade e uma imensa capacidade de sonhar e de inovar. Eles resumem boa parte da nossa missão e do fascínio do nosso ofício. Hoje, mais do que nunca, numa sociedade polarizada e intolerante, precisam ser resgatados e promovidos.
O jornalismo sustenta a democracia não com engajamentos espúrios, mas com a força informativa da reportagem e com o farol de uma opinião firme, mas equilibrada e magnânima. A reportagem é, sem dúvida, o coração da mídia.
É isso – e só isso – o grande objetivo da Amazon Agency: fazer jornalismo propositivo. Não ocultar os equívocos, mas valorizar as oportunidades. A Amazônia merece o trabalho de todos nós.
Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos

Carlos Alberto Di Franco é bacharel em Direito, especialista em Jornalismo Brasileiro e Comparado, doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra, diretor do programa Estratégias Digitais para Empresas de Mídia do ISE, professor convidado da Faculdade de Comunicação Social Institucional da Pontifícia Universidade da Santa Cruz (Roma), diretor da Di Franco Consultoria em Estratégia de Mídia e consultor de Empresas Informativas. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.



