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O ano de 2026 chegou para trazer diversas reflexões e mudanças para o setor social no Brasil. De um lado, temos cada vez mais ferramentas digitais que automatizam quase tudo; do outro, uma sociedade exausta de discursos prontos e faminta por resultados palpáveis. Entender esse cenário é um dos primeiros passos para que a gestão da sua ONG deixe de ser “reativa”, para ser "protagonista".
Confira as cinco tendências que, juntas, podem te ajudar a preparar o planejamento de 2026 com mais foco no que realmente gera transformação social.
1. Hiperpersonalização e o fim das campanhas genéricas
A fase do disparo de e-mails em massa acabou. Com o avanço dos sistemas de gestão de relacionamento (CRM) e da IA, a tendência para 2026 é uma segmentação de público mais precisa. O doador agora espera uma comunicação "um para um".
Na prática, isso significa abandonar as comunicações genéricas e passar a enviar a mensagem certa para a pessoa certa, quando ela está mais propensa a ajudar.
- Na prática: Se uma pessoa doou para um projeto de educação infantil, ela não quer receber notícias sobre a reforma do telhado, a menos que isso impacte as crianças.
Usar dados para entender o comportamento do doador e oferecer jornadas de doação simples (como o Pix Recorrente) será o diferencial das ONGs que conseguirem fidelizar suas bases.
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2. Transparência em tempo real
A "confiança presumida" acabou. O doador de 2026 é um investigador: ele pesquisa, questiona e busca por provas. A transparência não pode mais se resumir a um relatório em PDF, entregue somente no final do ano. Ela deve se tornar um processo contínuo de governança.
- Na prática: Organizações que adotam dashboards inteligentes e abrem seus dados financeiros e de impacto de forma visual e constante ganham a dianteira. A regra de ouro agora é: menos fotos genéricas de banco de imagens, e mais relatos genuínos, vídeo depoimentos e evidências do dia a dia no território.
3. Agentes de IA: da Automação à tomada de decisão
A inteligência artificial evoluiu. Em 2026, não falamos mais apenas de criar textos com o ChatGPT, mas de usar Agentes de IA, que podem atuar como assistentes especializados em áreas verdadeiramente importantes para as ONGs.
- Na prática: Teremos ferramentas que automatizam contas a pagar, sugerem o melhor horário para ligar para um grande doador ou até analisam editais de parcerias públicas em segundos. O objetivo não é substituir o humano, mas liberar o gestor da burocracia para que ele possa focar no que a IA não faz: criar conexões emocionais e parcerias estratégicas.
4. A agenda climática como eixo transversal
Se antes "clima" era uma causa específica de ONGs ambientais, em 2026 ela atravessa todos os setores. Projetos de saúde, educação e esporte agora precisam demonstrar sua preocupação climática e impacto ambiental.
- Na prática: Editais nacionais e internacionais estão priorizando iniciativas que considerem a adaptação climática. Se sua ONG atua em uma comunidade vulnerável, como ela está preparando esse território para eventos extremos? Conectar sua causa à segurança alimentar ou saúde ambiental será a chave para acessar novos fundos de investimento social.
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5. Profissionalização como "moeda de troca" para parcerias
O cenário para 2026 mostra que o Estado e as empresas privadas estão mais exigentes. A conformidade (compliance) e a capacidade técnica tornaram-se requisitos mínimos para receber qualquer tipo de recurso. O improviso agora é um fator de risco.
- Na prática: ONGs que investem na capacitação de suas equipes em áreas como comunicação e finanças deixam de ser vistas apenas como alguém que "executa tarefas" e passam a ser reconhecidas como autoridades nas suas causas. Isso abre portas para parcerias estratégicas com governos e corporações que buscam impacto social.
O próximo passo é a ação
O impacto social e sustentabilidade do Terceiro Setor em 2026 não vai depender somente de recursos, mas também da capacidade de adaptação. Nesse cenário, a tecnologia deve ser vista como uma aliada estratégica para potencializar as causas, garantindo que o foco permaneça sempre nas pessoas.
Como sua organização está se preparando para essas mudanças? Quais estratégias você pretende implementar primeiro? Compartilhe suas ideias nos comentários!
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