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Cheyenne

Gosto muito daquela música do Jason Derulo chamada “Cheyenne”. O refrão, emulando ao pior da disco music dos anos 1980, é de cantar no espelho, se contorcendo: Che-yeeeee-ne-e-e-ê! Sempre que toca na rádio, aproveito o entorno para homenagear a companheira, cujas melhores amigas se chamam Jhennyffer, Steffany, Kettelim e Rayane. Termino o périplo cantando: “Looking for the Umbará”, onde ela graciosamente mora, se desviando dos crimes regulares que acontecem na Rua Nicola Pellanda.

Ando bebendo menos, bem menos. Escrevendo pouco, pois feliz – a felicidade só gera caracteres de confete. De uns tempos para cá, a noite me parece invasiva em demasia, cansativa. A vida boêmia também tem seus desencantos. Por outro lado, estou ouvindo muito a MIX TV. Aprecio Drake sem moderação, embora ele pareça a típica criança que sofreu muito nas mãos dos mais velhos na escola. Toda vez que o apresentador do Não Salvo aparece nos comerciais da emissora, um pouco de mim morre, minhas células demonstram vontade de gerar câncer, o colo do útero da companheira começa a doer, alguma criança cai do berço em uma cidade litorânea.

Ontem fui num bar ali no Portão. Foi bom. A cerveja anda cara, é verdade, ainda que gelada e fora de casa – a bebida de nossa geladeira nunca tem tanta personalidade. Talvez eu esteja realmente muito apaixonado, talvez o São Paulo não tenha jeito (fico mais triste do que feliz quando o Ganso faz gol), talvez o próximo período político seja o pior de todos, talvez Canelinha seja a melhor de todas as bebidas. Depois de três meses, comprei um gás novo.

Dias de amor por aqui.

Boa noite!

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