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Se Beber, Não Case retrata homens adultos como adolescentes eternos

Divulgação
Alan (Zach Galifianakis), Phil (Bradley Cooper) e Stu (Ed Helms): ressaca braba

Os homens são eternos adolescentes. Basta que estejam em grupo, sem a marcação cerrada de esposas e namoradas, para que qualquer resquício de maturidade se dilua. De preferência em muito álcool. Essa é a tese defendida por Todd Phillips (de Dias Incríveis, que passou batido pelo circuito nacional) em Se Beber, Não Case, comédia-fenômeno nos cinemas dos Estados Unidos: depois de um pouco mais de dois meses de exibição, já ultrapassou US$ 250 milhões. E custou apenas US$ 35 milhões.

A trama se inicia com uma jovem recebendo uma péssima notícia: o melhor amigo de seu futuro marido está no meio do deserto de Mojave, com o lábio sangrando e dois outros camaradas, sem saber onde o noivo foi parar depois de uma despedida de solteiro em Las Vegas. A moça é aconselhada a cancelar (ou adiar) o casório. Essa sequência de abertura é a deixa para um flashback que transporta o espectador até dois dias antes.

Doug (Justin Bartha, da série de filmes A Lenda do Tesouro Perdido), o noivo, faz os preparativos para a “grande viagem” rumo a Vegas, conhecida como Sin City, a cidade do pecado. Lá, dará adeus a seus dias de homem solteiro. Com ele, irão o professor Phil (o galã Bradley Cooper, de Ele Não Está Tão a Fim de Você) e o dentista Stu (o ótimo Ed Helms, da série The Office). O quarto elemento da trupe tresloucada é Alan (o impagável Zach Galifianakis, de Eu Te Amo, Cara), o irmão obeso, carente e algo descompensado da noiva.

Na manhã seguinte, mal sabem eles, Doug terá desaparecido como fumaça. E seus amigos, trêbados, só se darão conta do sumiço ao acordarem de um transe etílico em uma suíte turbinada do hotel-cassino Ceasar Palace.

Levando-se em conta que não há um nome famoso sequer no elenco de Se Beber, Não Case, o estrondoso sucesso do filme é uma caso que merece estudo. As hipóteses são muitas: a incrível química entre os atores; a direção arejada e ágil de Todd Phillips; mas, sobretudo, o inventivo, ainda que irregular, roteiro de Jon Lucas e Scott Moore.

Se Beber, Não Case não chega a ser um grande filme. Mas é irresistivelmente engraçado. Tem cenas e diálogos desconcertantes. Derrapa, no entanto, ao se explicar demais em seu desfecho. Não deixa espaço à imaginação.

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