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Um Sonho de Amor é um filme e tanto

Divulgação
Tilda Swinton, ao centro, vive uma mulher russa que se casa com um rico industrial milanês e abre mão de sua identidade.

Assisti no último fim de semana ao belo Um Sonho de Amor, do diretor siciliano Luca Guadagnino. Gostei muito. Dá pano para muitas mangas. Embora seja um drama familiar na superfície, é um comentário e tanto sobre a globalização, o caráter predatório do capitalismo cego, a estratificação social… E, visualmente, é um filme lindo, que merece ser visto antes que saia de cartaz.

A estupenda atriz inglesa Tilda Swinton, que sabe chegar ao ponto de ebulição sem exagerar, está fantástica como uma angustiada mulher russa, casada com um rico industrial de Milão e presa nas malhas sociais de uma família da alta burguesia que se comporta como se fosse da aristocracia.

A vida da personagem começa a mudar quando ela se apaixona pelo melhor amigo do filho mais velho. As cenas de amor são lindas. Eróticas de verdade. A edição também é fantástica. Brinca com a imaginação do espectador.

Outra coisa que adorei foi como o diretor se ocupa dos espaços físicos: os cômodos da casa da família, as ruas de Milão, a igreja ortodoxa em San Remo (que representa a ancestralidade da protagonista), a caso do amante, a natureza. Tudo quer dizer tanta coisa…

Enfim, é um filme e tanto.

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