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Foot Locker, em parceria com a Nike, oferece uma loja quase 100% automatizada. Lá, o cliente pode escanear as etiquetas para saber mais do produto (scan and learn), como quantos itens estão disponíveis no estoque, sem precisar de um atendente
Foot Locker, em parceria com a Nike, oferece uma loja quase 100% automatizada. Lá, o cliente pode escanear as etiquetas para saber mais sobre o produto sem precisar de um atendente.| Foto:

A inovação, aliada a uma boa execução, é o valor que sustenta as melhores empresas do nosso tempo, uma responsabilidade da qual nenhum CEO pode abdicar. Entretanto, devemos ficar atentos, pois a inovação de valor deve sempre estar alinhada às necessidades dos clientes. Neste segundo artigo sobre o modelo de loja autônoma, vamos abordar a possibilidade da sua integração ao e-commerce, reforçando a ideia da multicanalidade de vendas como prática vencedora.

Sabemos que o e-commerce brasileiro segue crescendo a passos largos. As vendas nesse formato registraram alta de 53,83% no mês de dezembro de 2020 em relação ao mesmo período de 2019, de acordo com o índice do MCC-ENET. Devido a esse crescimento, cada vez mais empresas com ponto de venda físico escolhem explorar a aproximação desses modelos comerciais para ajudar a potencializar os resultados e a qualidade da interação com o cliente.

A integração das lojas físicas com o e-commerce já é algo estabelecido, que está presente em nossas vidas e nos proporciona conforto e rapidez como consumidores - na pesquisa de preços e características dos produtos, na consulta de disponibilidade de estoque, melhor localização para a compra, entre outras comodidades.

Sabemos que é muito melhor pesquisar antes de sair batendo perna por aí. Essa integração de modelos é a que mais faz sentido para o consumidor. O uso dos dois em conjunto oferece uma melhor experiência para os usuários e gera valor na escolha, é uma solução mais cômoda e flexível que maximiza o desempenho do negócio.

No entanto, integrar especificamente lojas autônomas ao e-commerce não é nada trivial. Apesar das lojas autônomas chegarem transpirando práticas modernas e resolvendo tecnologicamente alguns problemas que o varejo físico não foi capaz de solucionar por anos, elas são uma tendência relativamente recente e essa fusão ainda é novidade.

As lojas autônomas físicas funcionam através de tecnologias que excluem a necessidade de funcionários e de contato no ponto de venda, podendo integrar ao seu funcionamento o modelo de e-commerce.

Dessa forma, o cliente pode comprar pela plataforma online da loja e ir até o estabelecimento somente para retirar o produto. Assim, a loja física, além de autônoma, se torna um centro de distribuição. Isso permite a expansão do portfólio de produtos do vendedor de forma exponencial. 

E como integrar?

Imagine uma loja de poucos metros quadrados, com locação barata em um ponto comercial excelente e um aluguel de preço compatível. Nesse caso, dependendo do tipo dos produtos oferecidos, o varejista não poderia ter fisicamente na loja mais que algumas dezenas de SKUs (itens) pela limitação do espaço.

Imagine que você, cliente próximo dessa loja, possa comprar no e-commerce um item que não está disponível no ponto físico. Após certo tempo, você pode passar no local apenas para retirar o produto que foi depositado lá para você. E, quem sabe, se essa loja for autônoma, esse ponto de venda possa até estar "aberto" ininterruptamente, sem limite de dia ou hora para a retirada.

Um exemplo próximo a essa realidade é uma das lojas da Foot Locker, em Washington Heights, Nova York.

Foot Locker, em parceria com a Nike, oferece uma loja quase 100% automatizada. Lá, o cliente pode escanear as etiquetas para saber mais do produto (scan and learn), como quantos itens estão disponíveis no estoque, sem precisar de um atendente
Foto: Divulgação/Foot Locker

Ainda que não totalmente autônoma, a Foot Locker, em parceria com a Nike, oferece uma loja quase 100% automatizada. Lá, o cliente pode escanear as etiquetas para saber mais sobre o produto (scan and learn), como quantos itens estão disponíveis no estoque, sem precisar de um atendente. O cliente também tem a opção de fazer o pagamento pelo aplicativo em seu próprio smartphone.

Há também a possibilidade de reservar ou comprar online pelo app e escolher uma loja física para retirar a compra. O item é separado e colocado em um locker. No momento da retirada, o cliente chega na loja, abre o locker com o código único que recebe e pode provar o modelo. Se ele se decidir pela compra, faz o pagamento pelo celular, tudo de maneira autônoma.

Com menos estoque, o estabelecimento pode ter um tamanho sintetizado, diminuindo custos de manutenção e contratação de funcionários sem que isso interfira na diversidade e quantidade de produtos.

Pode-se, ainda, utilizar o canal do e-commerce para coleta de dados, análise do consumidor e análise de experiência de compra, criando mais confiança e maior chance de fidelização. Dessa forma, o varejista consegue coletar informações mais precisas para fazer escolhas mais assertivas direcionadas ao seu público-alvo.

Entretanto, o e-commerce individual não é a única opção. Além dele, os donos de negócios do varejo podem acessar os marketplaces - que são como shoppings virtuais que integram várias lojas - e marcas em um único lugar, como o Via Varejo e Netshoes, integrando seu software de gestão a essas plataformas.

Para o cliente, as vantagens são enormes. Imagine poder retirar rapidamente um produto que demoraria dias para chegar até você, no horário e dia que quiser, na localidade que melhor se adequa à sua rota diária, onde não há funcionários nem filas, mas muita segurança e praticidade. 

A integração dos modelos diminui o tempo de espera pelos produtos somado ao custo de frete e a logística que são melhorados. A demais, o alcance do negócio é expandido, podendo atender um maior público com mais proximidade e personalização.

A forma com que os CEOs atuam, criam e inovam acaba por compor a realidade das pessoas, contribuindo para uma vida melhor e mais moderna aos clientes.

No próximo artigo, falaremos sobre a metodologia para transformar uma loja autônoma em um centro logístico, para que você amplie a atuação do seu negócio sem gerar mais custos.

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