
Foto: José Gomercindo-ANPrA Polícia Militar admitiu que a alimentação dos cães vem sendo racionada desde a última quinta-feira. A determinação é que o volume diário de ração fique limitado a 400 gramas por animal.
A redução da cota de alimentação dos cachorros provocou a reação de entidades policiais, para quem o caso é mais um episódio que aponta para a escassez de recursos das forças de segurança do Paraná.
O leitor Alvaro Antunes enviou à Gazeta do Povo carta aberta ao governador propondo pagar a ração dos cães. “Não consigo ter paz de espírito”, escreveu ao acrescentar que tiraria dinheiro do próprio bolso para alimentar os animais.
“O mais inteligente era terceirizar o cuidado do cachorro a empresas privadas, que venderiam o serviço, por dia ou hora à polícia”, escreveu, em tom de deboche, o leitor Ronaldo Luis em comentário no site do jornal Folha de S. Paulo.
A PM diz que os cães não estão passando fome e que o problema é de licitação. Mas entidades policiais afirmam que é impossível não relacionar o caso à falta de recursos que tem atingido as forças de segurança desde outubro do ano passado.
A Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares (Amai) e a Associação dos Praças dos Paraná (Apra) querem informações sobre o corte da ração.
Cães da PM sempre foram alimentados com ração de primeira qualidade e receberam acompanhamento médico veterinário. Tomara que isso não mude. Vida de cão também merece dignidade. Não ria, por favor.



