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As melhores declarações de amor do cinema

Difícil pensar em algo que não seja em Copa do Mundo nesta quinta-feira — mesmo que você não tenha apreço algum por futebol. Mas hoje também é uma data especial para muitos casais. Ame ou odeie, o Dia dos Namorados está aí pra você ser bombardeado com declarações melosas de amigos e seus amores no feed do Facebook e do Instagram.

Seja você solteiro ou compromissado, a data também serve para resgatarmos alguns momentos memoráveis do cinema em que as declarações de amor falaram mais alto — literalmente. Aqui no blog, lembro algumas cenas que nos encantam de diferentes maneiras, seja pelo inusitado da situação ou pela complexidade dramática do momento. Dessa vez fui de produções mais recentes que, provavelmente, muita gente já assistiu em algum momento. Escolha a sua preferida ou lembre de outros filmes que fizeram seu coração desmanchar, e deixe seu comentário no blog!

Encontros e Desencontros (Lost in Translation, 2003)

Confesso. Eu não estava gostando muito do filme até que chegou esse final. O que o personagem de Bill Murray fala no ouvido de Scarlet? Nunca saberemos. E por isso é um momento tão tocante e intrigante. Valeu o filme por si só.

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Simplesmente Amor (Love Actually, 2003)

O ator Andrew Lincoln é figurinha carimbada hoje em dia por conta da série The Walking Dead. Há 10 anos, era um ilustre desconhecido. Sorte a dele – e a nossa – que sua declaração de amor a Keira Knightley é o melhor momento do filme (na minha humilde opinião). Quem precisa cantar, declamar poesias ou deixar a pessoa amada sem fôlego com um beijo demorado quando temos… cartazes de cartolina?! “Para mim, você é perfeita”. Essa é pra se debulhar em lágrimas.

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Apenas Uma Vez (Once, 2006)

(OLHA O SPOILER). Ficamos torcendo até o último momento que os músicos interpretados por Glen Hansard e Markéta Irglová enfim declarem seu amor e sigam juntos a carreira musical e matrimonial. Não rola. Ambos seguem suas vidas e vão em busca da felicidade junto a outras pessoas. Mas antes o rapaz bota a mão na carteira e presenteia a garota com um piano. Isso sim é declaração de amor. A belíssima canção Falling Slowly dá o tom do momento.

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A Primeira Noite de um Homem (The Graduate, 1967)

Interromper um casamento no último momento e tirar a noiva do altar já se tornou um momento clássico das comédias românticas. Se funciona na vida real, já não sei (imagina o prejuízo). Nosso amigo Benjamin segue a cartilha à risca: faz um furdunço danado, quase entra em vias de fato com os convidados e praticamente arrasta a garota pra fora da igreja. Mas a cereja do bolo está na cena final: os dois entram no ônibus, sentam no fundo e, calados, seguem viagem.

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Harry & Sally – Feitos um Para o Outro (When Harry Met Sally…, 1989)

Uma das comédias românticas mais adoradas e populares, Harry & Sally se dá melhor quando deixa o romance de lado e esbanja bom humor, sem querer soar melosa demais. Mas mesmo o the end tradicional — e totalmente previsível — tem seu charme, justamente pelo discurso direto ao ponto de Billy Crystal. “Eu vim aqui hoje porque quando você percebe que quer passar o resto da sua vida com alguém, você quer que o resto da sua vida comece o mais cedo possível”. Boa, Harry!

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Melhor É Impossível (As Good as It Gets, 1997)

O personagem de Jack Nicholson neste filme é um sujeito realmente perturbado. E a mulher vivida por Helen Hunt, uma santa, por aturar o fera. Não dá pra se surpreender quando um jantar entre os dois acaba dando muito errado, e, pra tentar salvar a noite, ela pede que ele lhe faça um elogio. Algo que seria simples pra qualquer pessoa, mas não para o nosso camarada transtornado. Jack começa a contar uma história confusa sobre como odeia (mesmo!) tomar comprimidos devido ao seu transtorno e que, após um encontro anterior com a garota, resolveu começar a tomar os medicamentos na manhã seguinte. Ela não entende como isso seria um elogio e ele enfim solta: “você me faz querer ser um homem melhor”.  Pronto.

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10 Coisas que Eu Odeio em Você (10 Things I Hate About You, 1999)

Uma das maneiras mais convincentes de declarar seu amor — ao menos na visão do cinema — é deixar a vergonha de lado e se expor em alto e bom som no meio de uma multidão. Heath Ledger faz isso muito bem ao cantar Can’t Take My Eyes Off Of You em um estádio, cheio de ginga, caras e bocas. OK, ter a banda do colégio à disposição ajudou. Muito.

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Jerry Maguire: A Grande Virada (Jerry Maguire, 1996)

Pior do que encarar um ginásio cheio de adolescentes, como fez Heath Ledger no filme acima, é entrar no meio de uma acalorada conversa entre mulheres e se declarar para sua amada em frente às amigas dela. O discurso do personagem de Tom Cruise está longe de ser poético, cheio de palavras bonitas e singelas. Ele hesita, improvisa, para, não sabe bem o que dizer, chora, segue falando… até que a personagem de Renée Zellweger o interrompe e diz: “cala a boca. Apenas cala a boca. Você me conquistou ao dizer oi”. Valeu pela força, garota.

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Manhattan (1979)

Woody Allen também trouxe para um de seus filmes o momento clássico de correr atrás da mulher amada e impedir que ela case com outro — ou, neste caso, que tome um voo para fazer um intercâmbio por um bom tempo, durante seis meses. Ele tenta convencer a namoradinha a abrir mão de seus planos e ficar (o que é um egoísmo tremendo). Se fosse um filme “convencional”, a garota de fato desistiria e sairia do aeroporto com ele, para que ambos fossem felizes para sempre. Mas Woody é um cínico — e por isso eu o adoro. “Seis meses não é tanto tempo. Nem todo mundo se corrompe. Você tem que ter um pouco de fé nas pessoas”, diz a garota, pondo fim à discussão. Ele hesita um pouco, olha para ela meio inconformado, mas, ao fim, esboça um sorriso. E sobem os créditos. Isso sim é um the end.

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