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Cadê os governadores que apoiaram Flávio no segundo turno?

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Ronaldo Caiado, Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas no evento em que o candidato à Presidência pelo PSD declarou apoio ao candidato do PL no segundo turno. (Foto: André Borges/EFE)

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Houve um avanço inesperado do presidente Lula da Silva no 2º turno em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Minas Gerais e São Paulo – estados considerados de domínio bolsonarista, com governadores aliadíssimos de Flávio Bolsonaro e cujos resultados ajudaram mais ao presidente petista que seu adversário. Os governadores "flavistas" destes estados pouco ajudaram. Lula cresceu mais que Flávio nestes redutos.

Depois do resultado, sumiram os governadores que bateram bumbo na mídia e prometeram a Flávio centenas de milhares de votos. Caso do ex-governador Ronaldo Caiado (GO), e dos eleitos Jorginho Melo (SC) e Cleitinho Azevedo (MG). Numa análise fria do cenário, os caciques bolsonaristas descobriram semana passada que boa parte dos eleitores destes governadores migrou para Lula, não para Flávio.

Efeito Janones

Fato é que não teve roubo, nem fraude, até que alguém prove. E não há provas, por ora. A grande verdade é que o eleitor do Lula que se absteve no 1º turno apareceu em peso no 2º com o chamamento do "Exército" de André Janones. Esse é o poder das redes sociais e do boca-a-boca dos aplicativos de mensagens.

Jogo sujo

Há outra verdade incontestável – e nós mostramos apenas um caso aqui na Coluna, o da ministra das Mulheres espalhando fake sobre o vice de Flávio  ser pedófilo. Janones entrou de carrinho por trás nessa partida, jogando sujo em alguns casos, espalhando fake news, como fim do Bolsa Família, fim da escala 5x2, privatização do SUS e deixou o Flávio Bolsonaro na defensiva. Ele teve que usar seu horário na TV e rádio desmentindo.

O derrotado do PT

Há derrocada também pelo lado do PT, porém discreta. Um grande derrotado. Ninguém percebeu isso. O desânimo de Fernando Haddad. Usado como bucha de canhão por Lula da Silva em outras eleições (nas quais perdeu), desde que deixou a prefeitura de São Paulo. E no Ministério da Fazenda, para onde não volta, apanhou até do chefe. Não tinha um mês em que o presidente jogava contra as metas.

Articulação

Dentro do Palácio Lulista há uma forte ala que prega o foco na Era Lula 4 e sem dar motivos para mídia ou holofote para Flávio Bolsonaro. Ou seja, desejam que ele fique nos Estados Unidos. Para esse grupo, o bolsonarismo acabou com a fuga do presidenciável derrotado, e com o pai preso em domiciliar, sem poder articular, ele abriu caminho para articulação do governo petista até com o PL controlado por Valdemar da Costa Neto. Entre aliados, há uma mágoa com Flávio, porque acreditam que não se faz oposição à distância, embora reconheçam que ele teve seus motivos pessoais para sair do Brasil.

Moraes

No Judiciário – e entre portas do Congresso Nacional, em especial no Senado – o ato do ministro Alexandre de Moraes de exigir o passaporte de Flávio, um senador ainda em mandato, pegou mal, muito mal, e só piorou a situação do togado entre seus críticos. Moraes ainda não está seguro para essa turma.

Sem nexo

Moraes deu mais motivos para o mote de perseguição citado por Flávio, que passou a ser investigado no inquérito sobre lavagem de dinheiro de bets que foca seu advogado, Willer Tomaz, que também saiu do Brasil. O elo seria uma conta conjunta que o próprio Santander já negou existir, conforme documento exposto pela Coluna.

Mais Engenharia?

"Lula pode dar salto estratégico e implementar o Programa Mais Engenharia no Brasil", afirma o engenheiro civil e presidente da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros, Marcos Túlio de Melo. Ele defende a proposta nos moldes do Programa Mais Médicos, de modo que o Programa Mais Engenharia seja reconhecido como política de Estado para levar infraestrutura para os municípios de menor IDH no país.

Novo modelo

Com apenas um ano de operação, o Consórcio QuintoAndar alcançou a marca de R$ 1,3 bilhão em créditos originados e quer expandir a integração da modalidade à sua plataforma para as principais capitais do país. A estratégia é conectar o aluguel à casa própria: hoje 40% dos clientes contemplados concluem a compra pela própria base da proptech. A operação aposta em cashback de 10% para unidades listadas em catálogo.

Ponto Final

Os cães ladram, a caravana passa, o uísque londrino continua no copo e ninguém mais cobrou sobre o contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, tampouco um cerco moral no STF ou na PGR.

Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

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