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Pânico

Por causa do Master, poderosos de Brasília estão com medo de usar celular

Desde o seu 1º mandato, por exemplo, o presidente Lula da Silva não tem celular. Usou e ainda usa os da esposa, de seguranças (já notório) e de motoristas. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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O avanço da operação Compliance Zero da Polícia Federal, que pegou em cheio Daniel Vorcaro (Master), a direção do BRB e a cúpula do GDF, pode ter ensinado algo aos poderosos de Brasília. Começou no Congresso Nacional, entre advogados graúdos e mega empresários um movimento discreto e intenso de troca de chips de celulares – e em alguns casos até o abandono dos aparelhos pelos mais desconfiados.

Desde o seu 1º mandato, por exemplo, o presidente Lula da Silva não tem celular. Usou e ainda usa os da esposa, de seguranças (já notório) e de motoristas. Assim tem sido com a nova safra: faxineiros, copeiros, garçons e motoristas estão cedendo seus nomes para os chefões do patronato e da política falarem ao telefone celular sem medo.

Lula, aliás, pode ter aprendido essa máxima com o veterano Tancredo Neves, numa noite de fogueira na fazenda do congressista na cidade de Cláudio (MG), há uns 40 anos, quando o Barba o visitou. Tancredo repetia que telefone (o fixo, à época) era só para agendar reunião, e no lugar errado. Naquela noite, Tancredo soltou para o jovem neto Aécio Neves: esse rapaz sindicalista (Lula) será presidente da República. A dica deve ter ajudado.

Crédito para os aeroportos

A Medida Provisória 1.368, da última sexta (18), que abriu crédito extraordinário de R$ 8 bilhões no Ministério de Portos e Aeroportos, já tem destino certo de concessionárias. Entre outras, para a expansão do Aeroporto de Congonhas (SP) e a salvação – já perdemos a conta de quantas vezes – do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro – uma das principais portas de entrada e ainda gigante e feio.

Padre CEO

O padre Anderson Antonio Pedroso, reitor da PUC-Rio desde 2022, tem sido elogiado em Brasília, e entre reitores de universidades do Brasil e até no Vaticano, pela gestão na conhecida faculdade carioca. Ele deu um choque de gestão nas contas e finanças, reduziu à metade o déficit estrutural em educação e pesquisa. Tem superávit global de R$ 81 milhões, e reserva financeira perto de R$ 400 milhões. Nada mal.

Que lixo!

O Aterro Sanitário de Salvador continua cheirando muito mal – nas contas e no bolso do povo. A Justiça da Bahia suspendeu os efeitos da renovação de um contrato de R$ 2,67 bilhões. Na mira, estão a gestão do prefeito Bruno Reis e a Battre, concessionária que toca a operação do aterro, num aditivo firmado sem licitação... Além disso, houve prorrogação de 20 anos na concessão em meio a polêmicas ambientais.

Fogo na panela

Dono de dois restaurantes à beira-rio na histórica Pirenópolis – reduto de luxo dos goianos e brasilienses – um norte-americano virou alvo da Polícia Civil após B.O. de uma moradora de rua. Segundo o boletim, ele teria agredido a mulher com três chutes num banco de praça, a culpando, sem provas, de ter quebrado tampa de caixa de esgoto. O empresário ganhou a antipatia de toda a cidade. Não conseguimos contato com ele.

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Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

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