

Maria Mole, da Dr.0etker
Uma lembrança boa que tenho da minha infância é a de um doce em especial: a Maria Mole. Não as compradas nos bares e sim aquelas feitas em casa. Como o doce dava um certo trabalho e, para meu gosto, demorava muito para ficar pronto… raramente era encontrado na galadeira de casa. Quando ela aparecia então… era a festa! Lá em casa, pelas bandas do interior de São Paulo, a Maria Mole era lembrada especialmente nos dias quentes. Mas de repente e do nada, minha irmã, que adorava inventar coisas gostosas para os filhos (são seis!), resolvia fazer a preciosa guloseima. E eu pegava carona na delícia!
Muitos – pobres coitados – nem chegaram a ouvir falar da Maria Mole. Outros não saborearam esse doce típico brasileiro, de consistência mole e esponjosa, feito com uma mistura de claras em neve, açúcar e gelatina sem sabor, coberto com coco ralado. Branco, da forma que prefiro, ou com coco queimado. Para adquirir consistência, a Maria Mole é levada à geladeira e fica lá um tempão (sabe o que é, para uma criança, esperar quatro horas por um doce?) e, só então, é cortada em quadrados. Minha irmã fazia logo duas formas – pra ninguém passar vontade!
Bons tempos aquele da Maria Mole! Lembrei dela dias atrás. Aniversariante, o pai de uma amiga pediu Maria Mole de presente! Ele ganhou sim de uma das filhas. Não dessas feitas em casa, mas aquelas compradas em supermercados. Pelo menos estavam fresquinhas! Um dia desses me animo e levo pra ele uma forma desse delicioso doce! Será um presente com cara de passado! Qual era o doce de sua infância?



